4 de março de 2009

CRÔNICA - "União" colorada contra o União

Por Luciano Bonfoco Patussi
04 de março de 2009
www.inter-clubedopovo.blogspot.com

Contra o União de Rondonópolis, hoje no início da noite, no estádio Gigante da Beira-Rio, pela Copa do Brasil de 2009, o Internacional deverá arrancar em busca do título do torneio que garante ao seu campeão uma vaga na Copa Libertadores da América do próximo ano. Sim! Começa hoje para o Internacional uma dura caminhada rumo ao título da Taça Mundial Interclubes da FIFA de 2010!

Digo que hoje começa a luta pelo bi-campeonato mundial, pois a derrota em Rondonópolis, na estréia da Copa, foi simplesmente inesperada e, ao mesmo tempo, merecida. O time do Inter acabou sucumbindo no segundo tempo e o União, jogando em casa, mostrou muita motivação, alcançando um histórico resultado. Mas o colorado do Mato Grosso é um time que carece de maior qualidade. Isso ficou claro na partida em que o time, heroicamente, derrotou o Internacional.

Acredita-se que a equipe do Inter entre em campo hoje escalado com Lauro no gol. Na zaga, uma linha de quatro defensores será formada contendo Bolívar, Índio, Álvaro e Kleber, sendo que caberá a este último atacar – e muito – pelo lado esquerdo de ataque. No meio de campo, buscando cada vez mais um maior equilíbrio defensivo e ofensivo, Tite deverá escalar Magrão na primeira função defensiva – ficando mais resguardado na defesa – tendo em Andrezinho e no capitão Guiñazú as peças de maior movimentação na meia-cancha, buscando defender com organização e chegar junto ao ataque com qualidade, e mais centralizado, D’Alessandro ficará encarregado de dar o toque de qualidade ao time. Caberá ao argentino receber a bola do meio de campo, aparecer para o jogo e distribuir passes para os atacantes do time, sendo o responsável pelo toque final, antes da conclusão. Na frente, Taison e Nilmar deverão se movimentar incessantemente, buscando atrapalhar a marcação que promete ser dura e extremamente defensiva, por parte da equipe mato-grossense. E mais: deverão, na ausência de um centro-avante de força, buscar incessantemente conclusões à gol.

Particularmente, vejo que, se o Inter trabalhar bem esta partida, mostrando organização e vontade de vencer, não terá maiores dificuldades. Mas se o time não demonstrar gana, as coisas podem se complicar, mesmo contra um adversário que reconhecidamente é bem inferior, tecnicamente falando. Por isso o futebol é apaixonante. Não basta ser o melhor e merecer vencer. “As vitórias são conquistadas e não apenas merecidas”, já dizia o eterno capitão Elias Figueroa *.

A “vacina” contra o “salto alto” já foi dada para todo time do Inter, que quando ingressou no Centro-Oeste brasileiro achando que voltaria com a vaga assegurada, voltou de lá com uma derrota justíssima. Agora, resta ao treinador Tite colocar o time em campo, motivar os atletas mostrando a importância desta partida em específico e desta competição e ir para cima do União de Rondonópolis, com muita organização, força, vontade e gana – com todo o respeito que esta equipe, como qualquer outra, merece.

Colorados, agora é o momento de unir todas as forças, torcer, vibrar e ajudar o Internacional na campanha rumo ao bi-campeonato ** da Copa do Brasil!




* Elias Ricardo Figueroa Brander, chileno de Valparaíso, foi capitão do Internacional. Um xerife da defesa colorada. Penta-campeão gaúcho (1972 até 1976) e bi-campeão brasileiro (1975 e 1976), Figueroa foi o autor do gol do primeiro título nacional conquistado por uma equipe gaúcha: o campeonato brasileiro de 1975. Entre tantos títulos e prêmios conquistados – tanto no Inter como em seus outros clubes – Figueroa está escalado na “Seleção da América do Sul de Todos os Tempos” em eleição feita com cronistas esportivos de todo mundo. Nesta “seleção”, o chileno está escalado ao lado de outros dez “gênios”, entre eles Di Stéfano, Maradona, Garrincha e Pelé.

** O Internacional venceu a Copa do Brasil em 1992. Após dezessete anos e muitos “tropeços” nesta competição, o Colorado luta em 2009 pelo bi-campeonato do certame.

Fonte de referências de parte dos dados coletados e descritos nesta crônica: website “wikipedia”.

2 de março de 2009

ANÁLISE - Internacional 2x1 Grêmio

Por Luciano Bonfoco Patussi
www.supremaciacolorada.com

No clássico Gre-Nal 375, o Internacional voltou a derrotar o Grêmio e garantiu a Taça Fernando Carvalho, equivalente ao primeiro turno do campeonato gaúcho. Assim, o colorado está garantido na final do campeonato estadual de 2009 e se vencer o segundo turno, será campeão regional antecipadamente.

No primeiro tempo, foi nítida a vantagem colorada. Uma vantagem avassaladora, com chances de gol, diferentemente de uma “teórica” vantagem que o Grêmio obteve no primeiro clássico do ano, onde teve mais posse de bola, mas as chances de gol não foram tão claras. Durante o primeiro tempo de ontem, só o Internacional tentou jogar. Seus três qualificados volantes, e mais o bom Andrezinho no meio-campo, venceram duelos particulares contra seus marcadores. O problema é que o Grêmio escalou apenas um volante – Adílson – e os três zagueiros tricolores são rebatedores, não tem qualificação para sair jogando. Assim, o meio-campo do Grêmio sucumbiu. Suas principais tentativas aconteciam pelos lados do campo. Ruy e Jadílson tentavam com todas as suas forças criar. Souza e Tcheco estiveram super limitados, o que a meu ver não é nenhuma novidade. Particularmente, acho ambos jogadores de criação muito limitados e abaixo da grandeza do Grêmio. Nilmar e Taison eram caçados em campo o tempo todo. O árbitro Leonardo Gaciba foi muito infeliz na parte disciplinar, não conseguindo conter a violência da limitada equipe tricolor. Vitor salvou o Grêmio em pelo menos três claras chances de gol. E assim o primeiro tempo terminou em igualdade de zero no marcador.

No segundo tempo, o Inter voltou melhor e marcou seu gol, legítimo, através de Índio – uma espécie de zagueiro-gol colorado. Tal qual Nilmar, Índio passa a ser, cada vez mais, figura decisiva no clássico. O Internacional seguiu melhor até que, em uma boa troca de passes do Grêmio no campo de ataque, a bola foi rolada para Alex Mineiro, tal qual um camisa 9, com frieza, marcar um belo gol. Aquele lance esfriou um pouco o time colorado e fez com que o Grêmio se lançasse ao ataque. Mais com entusiasmo do que com organização. A superioridade do Grêmio lhe deu algumas tentativas de chute, inclusive com perigo, sendo defendida por Lauro. Entretanto, no momento que Magrão testou a bola para o fundo do gol, após uma cobrança de outra das tantas faltas cometidas pelo Grêmio, o Inter voltou a tomar conta do jogo, venceu com autoridade, ergueu a Taça Fernando Carvalho, aumentou a estatística da larga vantagem histórica de vitórias no clássico, deu mais uma volta olímpica e fica agora a um passo da conquista do bi-campeonato gaúcho.

1 de março de 2009

DECISÃO - Clássico Gre-Nal 375

Por Luciano Bonfoco Patussi
01º de março de 2009
www.supremaciacolorada.com

São quase quatrocentos enfrentamentos em uma vencedora história de quase cem anos que confunde a existência de dois vencedores e gigantes clubes. Neste dia 01º de março, Internacional e Grêmio decidem, no “colorado” estádio Gigante da Beira-Rio, o primeiro turno do campeonato gaúcho de 2009. O vencedor levará para casa a Taça Fernando Carvalho e, junto a ela, uma vaga antecipada à decisão do campeonato estadual deste ano. Em caso de empate, o vencedor será conhecido através de cobranças de penalidade máxima. Emoção à vista para a tarde deste domingo!

No Grêmio, o técnico Celso Roth levará a campo, provavelmente, a seguinte escalação: Vítor; Léo, Réver e Rafael Marques; Ruy, Adílson, Souza, Tcheco e Jadílson (ou Fábio Santos); Jonas e Alex Mineiro. São bons zagueiros, aliados a bons alas, tanto pela direita quanto pela esquerda. Com Fábio Santos, o time não teria tanta força ofensiva, com perigosos cruzamentos pelo lado esquerdo, mas teria melhor força defensiva. Fábio Santos é regular nessa função ofensiva. Já Jadílson é ótimo. A formação com três zagueiros e apenas um jovem volante, Adílson – que aos poucos parece ser uma boa afirmação do Grêmio – mostra que o Grêmio vai ao Beira-Rio para tentar vencer a qualquer custo, garantir uma vaga na final do estadual e colocar fim a um jejum de vitórias em clássicos que já dura um bom tempo. Ao lado de Adílson no meio campo, estarão Souza e Tcheco cumprindo funções defensivas e, ao mesmo tempo, sendo responsáveis por municiar o ataque – que, pelo que tem sido divulgado pela imprensa, vai de Jonas (a meu ver, uma espécie de “Andrezinho do Grêmio” – uma ótima opção, uma espécie de 12º titular do time) e mais o goleador Alex Mineiro – um jogador que precisa de um lance para ter a oportunidade de decidir uma partida. Merece atenção, por parte da defesa colorada, o camisa nove tricolor.

No Inter, Tite vive um dilema que muitos treinadores gostariam de ter: muitas opções para escalar o time com diferentes formações táticas. Pelo que tem sido divulgado na imprensa, o Inter vai a campo formado com Lauro; Bolívar, Índio, Álvaro e Kléber; Sandro, Magrão, Guiñazú e Andrezinho (ou Giuliano); Taison e Nilmar. D’Alessandro, suspenso, fica fora do clássico. Particularmente, sou adepto da escalação de um típico camisa nove na equipe – tarefa que ficaria, no Inter, com Alecsandro ou o jovem Walter. E além disso, os três volantes escalados por Tite, mesmo que tenham qualidade para jogar, ficam muito presos defensivamente, ainda mais considerando que o Inter não tem uma força ofensiva relevante pelo lado direito, com Bolívar. A solução para o Gre-Nal talvez fosse a escalação do jovem, talentoso e promissor Giuliano no meio-campo, não no lugar de Andrezinho, mas sendo o seu companheiro na armação de jogadas. Ambos, além de criativos, sabem ajudar o setor defensivo. Assim, o meio campo ficaria, ao mesmo tempo, compacto e mais criativo. Desta forma, Bolívar poderia ficar mais recuado na lateral, cumprindo, e bem, somente sua função de defensor. E Magrão, neste jogo, seria uma opção no banco de reservas. Sandro e Guiñazú poderiam guarnecer bem a zaga colorada. Na frente, Taison e Nilmar ficariam encarregados de, mais uma vez, tentar infernizar a defesa gremista e fazer sucumbi-la a sua qualidade ofensiva – de novo. Alecsandro e Walter seriam opções suplentes para tentar mudar o panorama da partida – em caso de necessidade – no decorrer da partida.

Particularmente, esta é minha visão do Gre-Nal que se aproxima. É mais um grande clássico na vida de todo apaixonado torcedor colorado e gremista. Muita paz para todos. Vamos juntos torcer. Uns pelo vermelho. Outros, pelo azul. E independentemente do resultado final, sem violência. Afinal de contas, somos apenas mortais que nos divertimos com o futebol proporcionado por nosso time preferido.

No mais, boa sorte à todos os jogadores e torcedores da dupla Gre-Nal e MUITA FORÇA MEU INTER! Em busca de mais uma TAÇA, TODOS ao Gigante da Beira-Rio! Como de costume e como SEMPRE!

Inter, 100 anos! 100 mil sócios!