14 de novembro de 2023

Opinião: eleições 2023

Por: Luciano Bonfoco Patussi

14 de novembro de 2023

 

Chegamos ao final do ano de 2023, no qual o Internacional termina a temporada melancolicamente na metade de baixo da tabela no campeonato brasileiro – certame no qual o clube deveria focar seu planejamento anual. Essa é minha convicção, por motivos já expostos em outras oportunidades e, reitero, se isso fosse planejamento institucional, o Internacional subiria a própria régua de exigência e cobrança interna, melhorando seu desempenho e resultado contínuo, em temporadas consecutivas e não esporadicamente, não apenas no cenário nacional, mas também continente afora.

Posto isso, ainda restam decisões para o Internacional neste 2023, se concentrando em frentes distintas: dentro de campo, o time decide a permanência na série A – o que, penso, ocorrerá, embora isso seja muito pouco para o tamanho da tradição do clube; fora das quatro linhas, os associados possuem duas outras decisões à tomar, através da votação para o Conselho de Gestão e para a renovação de 50% do Conselho Deliberativo, em pleito que ocorrerá no próximo dia 09 de dezembro.

A seguir, efetuo análise de todo o contexto, baseado nos últimos vinte anos – olhando “de fora” pois, naturalmente, há assuntos do âmbito interno da instituição, os quais não tenho acesso. Com isso, saibam que o que virá na sequência é opinião, não sou dono da verdade!


ELEIÇÃO PARA O CONSELHO DE GESTÃO 2024/2025/2026:

Pela Chapa 1, temos a candidatura representada por Alessandro Barcellos. Atual presidente do Conselho de Gestão, busca a reeleição. No mandato atual, o futebol do Internacional seguiu pecando demais, em menor ou maior escala do que em anos anteriores – os resultados de campo falam por si só e foram inqualificáveis. Diria que a gestão atuou trinta meses trocando sua convicção esportiva a cada insucesso e, em contrapartida, teve quatro meses plantando junto ao torcedor a esperança na busca pela retomada de um futebol impositivo e mais agradável de se assistir, algo que vai mais de encontro a tradição do Internacional – esperança esta que, com a queda na Libertadores, foi transformada em depressão, se dissipando como fumaça se esvaindo com o vento e afastando-se definitivamente do Guaíba num piscar de olhos, mais uma vez.

Por outro lado, no campo das finanças, percebo melhora significativa e considerável no decorrer da atual gestão, na qual a dívida, que crescia exponencialmente no período anterior, foi “estagnada”, mas ainda mantendo níveis relevantes. Podemos elencar números em um texto posterior, mas existe muito material divulgado pela mídia especializada sobre isso. Se um clube de futebol tem no referido esporte o seu foco, entendo que a saúde financeira é o pulmão deste sistema, visto que é a organização deste departamento que permite a uma instituição desportiva “respirar”. Logicamente, não basta um clube ter saúde financeira estável, mas pecar nas decisões finais – de campo. Todavia, respirar naturalmente, sem a ajuda de aparelhos, é o primeiro passo para ajustar o prumo visando tomar decisões corretas na gestão, não apenas do futebol, mas do clube como um todo.

Pela Chapa 2, a candidatura encabeçada por Roberto Melo apresenta como principal requisito – e isso é minha opinião – a busca por aparelhos para ajudar o clube a respirar de modo artificial. Infelizmente, é isso que tenho como percepção, pois é o que parece estar sendo “vendido” ao público, conforme pode ser visto na campanha da referida chapa. Tal opinião se confirma a partir do momento em que a propaganda visando obtenção de votos é efetuada visivelmente em torno de um nome – Delcir Sonda, respeitável empresário, reconhecido não apenas no ramo supermercadista, mas também no mercado do futebol com a representação de atletas. A referida campanha faz menções a suporte financeiro que o clube recebeu, diretamente do empresário, ao longo do tempo. Ora, sejamos inteligentes. Nenhum empresário de futebol doa dinheiro por “ajuda ou amor”. E, você leitor, sabe de um segredo? Os empresários não estão equivocados, e nem são más pessoas, por exigir contrapartidas. Eles, ao investir, estão plenamente corretos em esperar retorno. Equivocado está quem vende a ideia de que existe “almoço grátis” e, pior ainda, quem compra esse discurso de forma inocente.

Ademais, o grupo político que representa a candidatura da Chapa 2 é, justamente, o mesmo que esteve diretamente envolvido na gestão em 90% dos mandatos compreendidos no período entre 2002 e 2020 – anos onde o clube sequencialmente: foi reorganizado de forma competente; atingiu o topo; subiu de patamar; mas perdeu o trem da história por uma série de tomadas de decisões, degringolando ao longo de muitos anos, se dividindo politicamente, vendo novas lideranças escassearem, se endividando e atualmente, não apresentando nada de novidades ou de planejamento real com visão de futuro. Quero estar equivocado. Este foi um grupo que inovou quando, lá no início dos anos 2000, preparou o Internacional antecipadamente para o novo momento que o futebol vivia, com adequação à nova Lei Pelé. Mas, o tempo passou e, para alguns, parou. O Internacional seguiu fazendo contratos longos, praxe no início da Lei Pelé. Porém, não mais com novatos talentosos, mas com atletas de qualidade insuficiente já vivendo a metade final da carreira.

Esta é minha opinião e, desde já, informo que devido ao exposto, optei votar na candidatura da Chapa 1 de Alessandro Barcellos para o Conselho de Gestão. Fico na torcida para que, Barcellos ou Melo, independentemente de quem for eleito pela massa associativa, efetue uma gestão plena e que sejam iluminados na condução do Sport Club Internacional. Seguirei, independentemente do vencedor do pleito, fomentando espírito crítico junto a todos com quem converso, pois “enxergar” detalhes de gestão e alertar faz bem à saúde financeira do clube – INDEPENDENTEMENTE DE QUEM ESTIVER NO PODER!

Lamento, mais uma vez, que o Estatuto ultrapassado do Internacional impeça que os associados tenham mais opções para votar! E é sobre isso que comentarei a seguir:

 

ELEIÇÃO PARA O CONSELHO DELIBERATIVO:

Na mesma data já elencada – 09 de dezembro de 2023 – os associados e associadas terão o direito de escolher uma chapa para renovação de 50% dos nomes eleitos para o Conselho Deliberativo. Pasmem, é necessário votar em uma chapa com 150 nomes e 15 suplentes. Exagerado, esse número é uma afronta ao bom senso e acaba atrapalhando votações técnicas no âmbito do Conselho Deliberativo, onde boa parcela das deliberações, fiscalizações e análises acaba ocorrendo, devido a essa “quantidade excessiva”, com prioridade no viés político – independentemente da qualidade do projeto ou relevância da pauta apresentada.

Focando na eleição, a obtenção de vagas no Conselho é proporcional e depende do percentual de votos obtidos pelas chapas, que necessitam alcançar votação mínima necessária, devido a existência da Cláusula de Barreira. Ou seja, sabemos que se uma chapa obtiver, por exemplo, 5% dos votos, ela não elegerá NINGUÉM, quando deveria ter direito proporcional a 8 cadeiras conforme o exemplo proposto. Esse tema já foi exaustivamente abordado, inclusive constando em proposta que elaborei e encaminhei ao Conselho Deliberativo em junho de 2019 – a qual não foi apreciada. Mas, a CLÁUSULA ZERO é uma pauta que avalio retomar, através da elaboração de nova proposta de reforma estatutária – mas essa atuação dependerá de questões e agendas particulares e profissionais nas quais estou comprometido, além de “n” ajustes e contatos necessários para que esse assunto tenha chance efetiva de “ir em frente” junto ao Conselho Deliberativo.

Algumas pessoas me perguntam se, por acaso, não seria mais fácil atuar neste sentido, estando dentro do Conselho. Isso faz total sentido. Sobre isso, gostaria de formalizar agradecimento ao Felipe Assunção, do Movimento Sócio Deliberativo, que me convidou para fazer parte da chapa de sua coligação. Na eleição anterior, participei da nominata para a qual fui convidado. Desta vez, declinei, por questões de cunho pessoal e avaliações daquilo em que acredito sobre “n” fatores – embora eu reconheça legitimidade do processo e a necessidade de firmar alianças a fim de ultrapassar a Cláusula de Barreira, sob pena de, sem alianças e negociações, não alcançar o objetivo – o que não seria a primeira vez. Declinei, mas sem jamais deixar de agradecer e acreditar nas pessoas, pois o respeito prevalece dentro da democracia que tanto defendo para o Internacional.

Enquanto eleitor, ao longo dos anos, formei convicção de que não existem partidos bons ou ruins. As bandeiras são apenas uma forma de ser visto e identificado por um público alvo, e nem sempre são seguidas – principalmente quando determinados partidos ou grupos chegam ao seu objetivo: o poder, as cadeiras, o congresso, o conselho. Isso vale para a política pública, e é válido também para os movimentos dos clubes. Tudo legítimo, diga-se de passagem, mas sob minha ótica, é uma verdade inegável!

Entretanto, penso que existem pessoas acima dos grupos, das alianças e das coligações. Em algumas pessoas, acreditamos. Já noutras, apenas ouvimos falar e buscamos informações, descobrindo sua atuação histórica – sejam éticas, corretas, competentes ou extremamente negligentes. E, nesse tipo de votação, há todo tipo de perfil nas chapas e nas alianças. A maioria, não conhecemos, pois tem muita gente envolvida, um número desnecessário de conselheiros –como já referi anteriormente. Independente disso, é preciso optar e votar, por algum critério – que é individual e precisa ser respeitado.

Voltando a pauta, gostaria de reforçar meu agradecimento ao Felipe Assunção, estendendo também ao Marcelo de Souza, Gerson Finkler, Anderson Bizotto, Giovani Dagostim, entre outros dos quais me desculpo ao não mencionar. Por acreditar em vocês, nas ideias e numa futura atuação de forma competente, meu voto nessa eleição será na Chapa 3 – Reage Inter! Os nomes mencionados, os quais tive oportunidade de conhecer em reuniões nas quais participei na forma de convidado, são pessoas nas quais passei a acreditar. Entendo que, se tiverem a oportunidade de serem eleitos Conselheiros, agregarão muito valor ao debate.

São essas as pessoas que, se eleitas, poderão inclusive – é nisso que acredito – levar adiante muitas das ideias que já elenquei informalmente. Dentre elas, a principal de todas: levar ao grande público o debate efetivo no entorno da implantação de foco institucional do clube no campeonato brasileiro, através de uma política de interligue todas as áreas do clube nesse objetivo – o que fortaleceria e aumentaria as chances de boas campanhas e títulos, não apenas no campeonato brasileiro, mas em todas as copas nacionais e continentais, de modo contínuo, não apenas esporadicamente, minimizando grandes “jejuns” e mantendo a marca do clube sempre no auge como um “time de ponta” dentro de campo!

Fazer aliança é um trabalho difícil, pois envolve “n” interesses e objetivos de grupos diversos. Eu mesmo, dentro de minhas limitações, fiz tentativas de aproximação de algumas partes, as quais respeito, mas entendo que a posição de hoje, pode mudar no amanhã, e independente disso, respeito a todos os grupos e pessoas! E assim é na política. Tudo legítimo, faz parte do processo. Em resumo, alianças são todas respeitáveis, por ser um trabalho difícil de se compor, e isso não limita meu voto. Pois, sigo acreditando nas pessoas já mencionadas nos três parágrafos anteriores e, com isso, o meu voto – pelo que já argumentei, será na Chapa 3 – Reage Inter!

Isso não resolverá os problemas do clube. Mas, dará alternativas ao Conselho atual. Não serão alternativas suficientes, pois muita gente ficará de fora do Conselho, inclusive pessoas de boas ideias, de outras chapas também. E o pior, o Estatuto seguirá com barreira aos novos grupos, devido a existência da – já amplamente citada – Cláusula de Barreira. O associado tem duas armas pacíficas na mão. Uma é o voto. A outra, é a possibilidade de atuar de forma unida, mesmo de fora do Conselho, na busca por alteração estatutária. É difícil, mas sobre essa pauta, procurarei debater novamente, se possível, em momento futuro, conforme o que ocorrer nas próximas movimentações – de acordo com o parecer que já elenquei sete parágrafos acima.

Em que pese o Internacional tenha a maior votação de clubes do futebol brasileiro, batendo recordes de votos a cada nova eleição, é preciso termos a consciência de que, se no comparativo externo, o clube é exemplo nacional a ser seguido, por outro lado é necessário – no comparativo interno – evoluir para a quebra de barreiras que ainda hoje tornam o sistema do Internacional bastante restritivo. Saudemos a democracia – crítica, ampla e respeitosa – sempre!

Nesta eleição, voto CHAPA 1 PARA O CONSELHO DE GESTÃO; e voto CHAPA 3 REAGE INTER para o CONSELHO DELIBERATIVO.

Saudações coloradas!

21 de fevereiro de 2021

Seu Telmo me contou

Por: Luciano Bonfoco Patussi

21 de fevereiro de 2021


Ansiedade e expectativa são sentimentos que transformam o dia a dia das pessoas. Há ocasiões,  especiais em nossa vida, onde o sono escapa de nosso ser, tal qual uma arrancada fulminante de Valdomiro pela ponta direita e, quando menos esperamos, o sol brilha por entre as frestas da veneziana. Maldita, janela! Horas, se passaram! Percebemos então, que essa foi mais uma noite em claro. O sol na janela, que poderia nos deixar de mau humor, imediatamente muda nosso sentimento. É o raio de sol do gol iluminado de Figueroa. Sorrimos. Só pode ser um prenúncio. Percebemos que estamos mais acordados do que nunca. A tensão, então, volta a tomar conta de nosso estado de espírito pelo resto do dia!

Há um quarto de século, uma de minhas diversões era colecionar o álbum do campeonato brasileiro, e também a Revista Placar, especialmente nas edições que ofertavam o “tabelão”, ferramenta impressa na qual eu atualizava manualmente, rodada por rodada, todos os resultados do “brasileirão”. Tinha a esperança de ver meu time campeão nacional. Sonhava em ver o Inter jogando futebol igual ao Palmeiras dos anos de 1993 e 1994, ou ao São Paulo de 1992 e 1993. Mas, estava difícil!

A única certeza que tinha, naqueles tempos, era o fato de que torcia para um clube muito popular e de tradição ímpar, mas que vivia momento conturbado. Todavia, o amor ao Internacional, só crescia. Seu Telmo, meu velho pai, teve importante parcela de “culpa” nesse amor! Eu o incomodava, com indagações sobre o Inter! Eram as mais diversas perguntas, normalmente feitas após algumas das mais variadas derrotas sofridas na década de 90. E ele, contava. Usava toda sua memória! Meus olhos brilhavam! Os anos 70 pareciam uma Fábula em Vermelho e Branco, como certa vez disse Falcão. Não era questão de dúvida, mas eu pensava: “será que, aquele time, era tudo isso mesmo?”.

Tempos depois, com o avanço da tecnologia, as pesquisas ficaram mais facilitadas. Tive a certeza de que toda narrativa de meu pai era mais do que verdadeira. Era a história do futebol brasileiro enriquecida pelo Clube do Povo. Mas, e se tudo que meu pai contou, fosse mentira? Seria tarde demais. Já estava forjado o espírito do coloradismo no apaixonado torcedor que escreve esse singelo registro!

Por questões óbvias, estes parágrafos são produzidos na madrugada, véspera de um momento ímpar. O Internacional estará logo mais, no Maracanã, enfrentando um grande adversário. O Flamengo, atual campeão brasileiro, é um time com excelentes jogadores. Apesar de único, esse momento não é uma novidade na história colorada. Em 1975, o Internacional também enfrentou uma “máquina” de jogar futebol. O adversário era outro, mas o palco? Era o mesmo! Foi uma aula de futebol. Seu Telmo me contou!

Os tempos são outros. O contexto é totalmente diferente. O resultado de logo mais, será parte de uma nova história. A única certeza é de que veremos, no Maracanã, guerreiros fardados totalmente de branco, com o vermelho bordado, pulsando ao lado esquerdo do peito, lutando por um ideal comum à “n” gerações.

Agradeço a Deus por proporcionar a glória de, em tempos de pandemia, com todos os cuidados necessários, estar ao lado de meu velho pai, realizando um sonho: o de ver o Inter chegando até o final do campeonato brasileiro, com chances reais de obter o título! Ele vai erguer a taça? A história vai contar. O importante é que, tornando essa “chegada” rotineira, um dia esse maldito jejum de títulos nacionais acabará. Obrigado, pai! Não só, por estar junto comigo nesse momento! Meu agradecimento é, simplesmente, por ser meu pai. Afinal de contas, o Papai é o Maior! É colorado, Internacional!

15 de dezembro de 2020

Inter: eleições 2020

Por: Luciano Bonfoco Patussi - 15 de dezembro de 2020 

Está aberto o período de votação para o Conselho de Gestão (mandato 2021-2023) e para a renovação de 150 cadeiras do Conselho Deliberativo (mandato 2021-2026) do Sport Club Internacional. Se você é associado desde o final de 2019 e está em dia com suas mensalidades até 31/10/2020, acesse e vote: 

https://vota.internacional.com.br/

Informo aos leitores que, pela primeira vez, participarei do pleito eleitoral colorado. Infelizmente, a eleição não está sendo um exemplo da forma como o clube deve ser gerido e, muito menos, da tolerância ao debate de ideias, visto que na divergência respeitosa, é que o clube receberá novos pontos de vista, crescendo novamente enquanto instituição.

Como vocês estão acompanhando no noticiário, estas eleições estão fazendo o clube virar piada nacional, com erros, desmandos, descumprimento de regras, acusações, processos e cassações – tudo em menor ou maior gravidade, oriundo de praticamente todos os lados participantes! Precisamos mudar isso imediatamente, pois, a guerra política pelo poder tem feito com que todas as questões anteriormente citadas, estejam se sobressaindo ao principal ponto a ser considerado em uma eleição: DEBATE DE PROPOSTAS!

Em se falando de minha atuação enquanto sócio: em dezembro de 2016, poucos dias após a queda colorada para a segunda divisão nacional, me associei ao clube e, no início de 2017, criei o Movimento Inter Nacional (MINN) junto a alguns poucos amigos colorados. A ideia deste grupo era dar voz às nossas ideias de futebol, levando opiniões à mídia esportiva e aos torcedores de modo geral. A pauta sempre foi promover debate! Nunca nos achamos donos da verdade, mas entendemos que era bacana fazer parte daquele momento do clube, de alguma forma – dentro das limitações individuais de cada um dos componentes.

Desde então, passei a acompanhar as eleições do Internacional com uma visão mais crítica do que possuía anos atrás, procurando me inteirar sobre temas importantes. Participei da reforma estatutária mais recente, sendo um dos associados que encaminhou proposta ao Conselho Deliberativo – como pode ser lido em: 

http://inter-clubedopovo.blogspot.com/2019/07/proposta-de-alteracao-estatutaria.html

O tempo passou e, diante de algumas publicações realizadas nos últimos anos, acabei “sendo visto” e convidado pelo Marcelo Souza, integrante do Movimento Sócio Deliberativo, para participar da eleição de 2020, compondo a Chapa 10 – Surge o Amanhã. Em um primeiro instante, agradeci a lembrança, informando que não tinha o pensamento de atuar como Conselheiro. Todavia, fui convidado a conhecer as ideias presencialmente, em reunião ocorrida há poucas semanas. Compareci e, durante a referida oportunidade, conheci pessoalmente o Marcelo Souza, o Felipe Assunção e o Gérson Finkler, entre outras pessoas. Eles expuseram as propostas do grupo para o Internacional. Como o convite permaneceu “de pé”, finalmente aceitei participar, inicialmente apenas compondo a chapa, mas impondo duas condições:

Primeiramente, pouco importava minha posição na nominata. No ato, deixei claro que não me associaria ao movimento. Ou seja, não seria um integrante mensalista ou colaborador financeiro de qualquer grupo político de futebol – visto que até mesmo no MINN, não pagamos mensalidade. A segunda condição foi que, caso venha a ser eleito – por mais difícil que isso seja devido ao percentual de votos necessário para ultrapassar a cláusula de barreira, paralelo a minha posição na nominata – serei um conselheiro independente, não tendo vínculo a qualquer grupo durante minhas decisões. Conselheiro deve ser independente, em minha visão! As condições foram aceitas e, desta forma, estou concorrendo!

Em pouco tempo envolvido na campanha, já visualizei alguns pontos onde o clube precisa melhorar, e muito! Passei a achar simplesmente absurdo o fato de o clube ter 300 conselheiros eleitos, sendo que boa parcela não é participativa, e hoje existem pessoas elaborando estatísticas comprobatórias deste fato. Além do mais, para concorrer ao pleito, cada chapa necessita inscrever 165 nomes, sendo 150 imprescindíveis para o caso de o grupo obter 100% das cadeiras eletivas, mais 15 suplentes para, justamente, suprir qualquer possível problema com algum dos 150 nomes principais. Esse número é absurdo! É muita gente! Algo desnecessário e que não ajuda o clube em absolutamente nada. Esse número ajuda apenas a “esconder” determinadas tomadas de decisão, pois é mais fácil se eximir em um universo de trezentos e poucos nomes, do que, por exemplo, debater profundamente entre 50 ou 80 pessoas. Enfim...

No atual cenário em que vivemos, é humanamente impossível juntar um grupo de 165 pessoas com interesse real na política do Internacional e, ao mesmo tempo, com pensamento similar. Ter a visão disso, participando da campanha, me fez acreditar que o Internacional não precisa ter 300 conselheiros eleitos. Pois, todos os grupos, sem exceção, acabam obrigados a compor nominata, com nomes que muitas vezes são desconhecidos dos gestores de cada movimento. E isso é um dos pontos que, caso eleito, irei propor. Obviamente, será difícil alterar isso, em função de que, diminuir o número de eleitos, é algo que passa exclusivamente pelo Conselho Deliberativo. Eles votarão “contra eles”, visto que recentemente aumentaram seu próprio período de mandato, de 4 para 6 anos? Acho difícil. Mas, é preciso debater essa questão!

Todavia, há muitos outros pontos com maior urgência de debate e solução, como a questão que envolve a exclusão da Cláusula de Barreira nas eleições, o Centro de Treinamentos e como isso será conduzido, o crescimento e a importância do Futebol Feminino e de que modo o clube tratará este tema da forma que ele merece, além da fiscalização que deve ser praxe para que o Conselho Deliberativo seja um órgão respeitado pela diretoria.

Este será meu compromisso. Caso eleito, debaterei essas questões e votarei em favor do clube e do torcedor associado, sempre! Sem conchavos. Sem dependência. Sem “rabo preso”.

Fica um convite ao torcedor associado. Conheça as ideias do grupo que me convidou a participar da eleição, através da página www.surgeoamanha.com.br. A votação ocorrerá dia 15 de dezembro de 2020. Escolha seu presidente e seus vices e vote neles para o Conselho de Gestão, ou então anule seu voto em sinal de protesto pelo atual momento do clube. Mas, para o Conselho Deliberativo, cruze seu voto. Vote em uma chapa diferente de sua escolha para presidente. E, se gostar das ideias do SURGE O AMANHÃ, convido a VOTAR CHAPA 10, para que o Conselho Deliberativo volte a ser um órgão mais propositivo e mais fiscalizador!

Mas, e se tu, associado, não te identificares com as propostas da CHAPA 10 para esta eleição? Escolha alguma outra chapa que também represente REAL OPOSIÇÃO e vote nela! Pois, é preciso uma ruptura no histórico dos últimos 18 anos de gestão das mesmas ideias e das mesmas pessoas. Gestão com sucessos e também fracassos e declínio! A alternância no poder representa democracia e é salutar para o clube, visando sua evolução! Pelo amanhã do Inter! Pelo futuro de nossos filhos!

4 de junho de 2020

Questionamentos: transparência na reforma do Ginásio Gigantinho

Por: Luciano Bonfoco Patussi
04 de junho de 2020

Em meio à pandemia do novo coronavírus que assola o planeta, percebo estar vindo à tona, uma movimentação no sentido de agilizar uma pauta importante relativa ao Sport Club Internacional: REFORMA DO GINÁSIO GIGANTINHO.

Nada mais natural do que o clube buscar parcerias para viabilizar a reforma, desonerando ao máximo o seu caixa, dando vida nova ao patrimônio da instituição. Concordo com a busca por alternativas viáveis economicamente.

Porém, discordo veementemente sobre a forma como determinadas questões são divulgadas. Não apenas, no Internacional, mas nos grandes clubes brasileiros, de modo geral. Explico:

Já não é suficiente o fato de presidentes e vices não serem oficialmente remunerados, passando a imagem de prestadores de favor aos clubes de futebol que possuem orçamentos milionários – falta de remuneração que é importante para quem lá está, pois “elimina a concorrência” aos cargos diretivos, enraizando sua atuação junto ao clube; não basta, ainda, a torcida ter que acatar questões que envolvem determinadas cláusulas de confidencialidade em “n” contratos de atletas e parceiros, com intuito de proteger (esconder?) os envolvidos nas negociações; agora, aparecem empresas ou associações que, do nada, surgem em Porto Alegre/RS para fazer negócios com o Internacional.

Sendo mais específico na minha colocação: creio que todo associado do Internacional gostaria de ter informações concretas sobre as empresas interessadas na REFORMA DO GINÁSIO GIGANTINHO. Não falo apenas de números envolvidos e publicados em reportagens pouco esclarecedoras na mídia esportiva de modo geral. Falo de nomes!

Quais são as empresas interessadas em apresentar proposta para esta parceria? Questiono não apenas a razão social, nem mesmo o CNPJ, tampouco as suas associadas – pois provavelmente essas empresas possuem muitas outras associadas, por vezes anônimas! Falo sobre nomes! Pessoa física! CPF! Como chegaram ao Internacional? Quais empresas compõem os grupos que apresentarão proposta ao clube, visando atuar na reforma proposta? Quais seus referenciais de obras realizadas no mercado?

Por qual motivo, penso em todas essas questões? Simplesmente, porque enquanto associado do clube, desejo obter informações! Gostaria de ver esse tema e esses questionamentos na mídia esportiva e nos movimentos políticos do Internacional, sendo debatidos - publicamente! Acho que é um direito “moral” do torcedor associado, ter essas informações.

Me chama atenção o fato de uma empresa de Portugal, a qual pesquisei e não localizei qualquer referência na web, ser uma das interessadas na REFORMA DO GINÁSIO GIGANTINHO. Talvez eu não tenha localizado informações, por minha incompetência de pesquisador sobre investimentos portugueses. Tenho sido mais efetivo em pesquisas locais e também sobre o leste europeu! Enfim...

A que custo se dará essa reforma, quando sair do papel? Mas, o principal: com qual indicação, “investidores internacionais” chegaram até o GINÁSIO GIGANTINHO, a fim de apresentar proposta? Quais serão os reais beneficiários?

É proibido o associado ter este tipo de informação?

O Conselho Deliberativo está tendo este tipo de informação detalhada? Ou está obtendo acesso apenas a números genéricos, mesmo a contragosto da cúpula?

Por qual motivo, a restrição às informações detalhadas é preocupante? Antigamente, quando as pesquisas na Internet não eram tão amplas quanto na atualidade, algumas negociações (ou tentativas) eram empurradas “goela abaixo” do torcedor, sem maiores questionamentos.

Quem não recorda da “tentativa de desvalorizar” o Parque Gigante, visando obtenção de propostas para sua aquisição? Isso aconteceu há anos. Tenho boa memória! Quem defendia a venda do Parque, na época? Quem esquece a forma como determinadas pessoas tentaram conduzir a reforma do Beira Rio com recursos próprios, sendo que tempos depois, por investigações do Ministério Público, tivemos indícios sobre os motivos que levariam àquelas pessoas a conduzir a obra com recursos próprios e com seus parceiros?

Em um clube popular como é o Internacional, desde 1909, creio que sua torcida precisa ter maior clareza em determinados procedimentos. Ainda mais, quando estes envolvem investimento no patrimônio do clube, com ganhos proporcionais para terceiros, durante 20 anos! Não é proibido um terceiro (ou mais) investir e obter ganhos justos! Apenas, é preciso saber quem são!

Reitero, o que já foi escrito anteriormente: sou favorável a buscar parcerias para esse tipo de investimento. Mas, as informações precisam ser claras! Pelo bem da saúde do clube. Em respeito ao seu torcedor!

29 de janeiro de 2020

Inter, pentacampeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior

Por: Luciano Bonfoco Patussi
29 de janeiro de 2020

Em 1998, realizei um sonho de torcedor, ao ver o Internacional obter o título de campeão da Taça São Paulo de Futebol Júnior. Dentro da simplicidade que movia a torcida colorada naqueles tempos, tanto em se falando de origens históricas do clube, quanto de anseios desportivos, foi um título nacional, de uma categoria de base, e aquilo fez transbordar orgulho em meu coração. Obviamente, sabia dar àquela conquista, a sua devida proporção. Mas, a felicidade foi imensa!

Passados 22 anos, revivi a mesma emoção, em um jogo transmitido para o Brasil inteiro pela TV aberta. Neste sábado, o Internacional foi pentacampeão da Taça São Paulo de Futebol Júnior! O título, obtido nas penalidades máximas contra o Grêmio, coroou a campanha colorada na disputa deste ano e encheu seu torcedor de esperança, visando a revelação de talentos que podem crescer no meio desportivo, tais como Praxedes, Cesinha, Guilherme Pato, entre outros.

O que marcou esta campanha, não foi apenas o título! Quem acompanhou a disputa, percebe mudanças no estilo de jogo, desde a base! Isso é um legado desportivo, que pode refletir em breve no time de profissionais! Tudo vai depender da sequência do trabalho, da reestruturação do clube e, principalmente, da participação efetiva do torcedor e associado, fiscalizando e cobrando melhores práticas gerenciais de seus dirigentes, sempre – minimizando ocorrência de intromissões políticas diretivas para sanar interesses de negócios paralelos nos bastidores!

O Pacaembu, neste 25 de janeiro de 2020, virou mais do que o Beira Rio! Este tradicional estádio do futebol brasileiro presenciou um espetáculo de futebol e de torcidas, onde o adepto do futebol gaúcho fez história e mostrou a sua força em grande nível, para o Brasil inteiro ver! Que clássico! Diga-se de passagem, foi uma partida muito disputada e equilibrada!

Tradicional na disputa, o Internacional – que já havia sido vice-campeão em 1972, quando revelou Falcão na base para encantar o mundo do futebol nos anos seguintes, agora alcança o pentacampeonato, superando mais do que um rival: um time bem formado, com trabalho de categoria de base altamente qualificado e diferenciado, que conta com uma estrutura de formação de talentos tecnicamente diferenciados, algo que talvez nunca tenha chegado a este patamar antes, do lado de lá!

Vibra o Brasil inteiro, com o Clube do Povo do Rio Grande do Sul!

Internacional, pentacampeão da Taça São Paulo de Futebol Júnior: 1974, 1978, 1980, 1998 e 2020!

24 de janeiro de 2020

Opinião: o que a torcida colorada poderá esperar de 2020?

Por: Luciano Bonfoco Patussi
24 de janeiro de 2020

Uniformes: a temporada começa com a Adidas patrocinando o Internacional, no que diz respeito ao fornecimento de uniformes para 2020. A nova fabricante, inclusive, promete maior diversidade de itens, visando atender aos anseios do torcedor que busca adquirir o maior número possível de produtos oficiais do clube. Vendo o novo fardamento colorado, agora com a marca Adidas, é possível afirmar que o Internacional inicia o ano marcando um golaço de placa!

Estatuto: aprovadas alterações estatutárias, mesmo com baixíssima participação do associado na votação, cabe destacar que há pontos positivos validados. Outros, nem tanto, para o momento que o clube vive há anos! Mesmo com alguns pontos positivos, fui contrário à forma como a votação foi conduzida e, por isso, votei “não”! O processo foi totalmente obscuro no seu início, quando o torcedor deveria ser convocado adequadamente para apresentar propostas; não houve qualquer campanha de engajamento antecipada para o associado participar do processo; e isso seguiu assim até o final, quando houve devida divulgação de datas para votação, apenas devido a pressão exercidas por associados influentes, apoiados por alguns profissionais da mídia esportiva.

Política: 2020 é um ano decisivo para o futuro do Internacional. No final da temporada, teremos eleições objetivando renovação de 150 cadeiras no Conselho Deliberativo e visando eleger o novo Conselho de Gestão – órgãos que agora possuirão 6 e 3 anos de mandato, respectivamente. Acompanhando publicações de determinados jornalistas que procuram informações de bastidores para passar ao torcedor, acredito ser importante haver paciência com o início do trabalho da nova comissão técnica, mas sem jamais deixar de cobrar de modo inteligente, principalmente os seus dirigentes e seus conselheiros. O fato de o nome do novo treinador não ser consenso entre antigos dirigentes que possuem forte influência dentro da política do clube há mais de uma década, pode ser um fator negativo. Então, cuidado com as manchetes futuras! Elas poderão traduzir apenas opinião profissional do jornalista opinante, simples! Ou então, fazer parte de uma estratégia política de fomento à implosão do trabalho por interesses diversos, com uso da mídia para maximizar as chamas, visto que o “negócio” no futebol é gerar negócio!

Atenção! Cuidado!

Desconfie, sempre que você ver alguma reportagem de página inteira, em jornal famoso da capital gaúcha, entrevistando antigo dirigente sumido da opinião pública há anos. Essa reportagem de página inteira sempre pode ter um recado nas entrelinhas, com objetivo maior do que uma simples opinião, tudo para direcionar o subconsciente do torcedor, seja nas eleições, seja para pedir a cabeça de um treinador que não está agradando diretrizes de negócios, entre outros fatores!

Nunca acredite em tudo que você lê, sem buscar maior informação, interligando fatos ocorridos ao longo do tempo! Os bastidores desse negócio chamado futebol possuem muitas particularidades que poucos têm conhecimento, mas que explicam determinadas decisões diretivas, se analisadas dentro de um contexto histórico!

Finanças: lendo a reportagem de Rodrigo Capelo, no website GloboEsporte.com, fiquei curioso para saber se a minha opinião tem fundamento, ou se é muito distante do que é possível ser alcançado, na prática. Leigamente, imagino que um clube do tamanho do Internacional, que busca recuperação, deve trabalhar as questões envolvendo futebol e finanças, de modo paralelo, mas não vinculadas ao mesmo exercício!

Na minha ótica, o orçamento do ano corrente não poderia ser comprometido pelo desempenho em campo na mesma temporada. Deveriam ser coisas separadas, por mais que caminhem de mãos dadas. Por exemplo: todo superávit de 2020, deveria ser empregado no orçamento de 2021. Premiações por desempenho jamais poderiam fazer o orçamento anual terminar negativo. Já em caso de déficit, este número deveria ser “cobrado” na próxima temporada, reduzindo orçamento futuro. Simples assim! Isso, na minha ótica.

Na prática, a reportagem citada mostra que o orçamento do Internacional em 2020 prevê um considerável prejuízo, mesmo que o clube alcance resultados como o 4º lugar no campeonato brasileiro, a semifinal da Copa do Brasil e as quartas de finais da Copa Libertadores da América. Em caso de não obter algum destes resultados, o prejuízo será ainda maior. Gostaria de, humildemente, entender mais sobre o tema, e é por isso que estou tentando me aprofundar no assunto! Abaixo, segue link contendo a reportagem de Rodrigo Capelo:



Futebol: confesso surpresa com a escolha do argentino Eduardo Coudet para ser o novo treinador do Internacional. Diante do histórico diretivo, esperava um nome mais interligado com os padrões de negócios da cúpula atual e de antigos dirigentes, alguém que fosse mais alinhado com aquilo que fosse imposto “goela abaixo” do torcedor, como diretriz diretiva. Falando um português mais claro: sempre desconfie quando uma penca de jogadores inqualificáveis desembarcarem no aeroporto, com reportagens dando a “informação” de que foi um pedido do treinador. Muitas vezes, o técnico é apenas o bode expiatório para que a diretoria contrate os jogadores que lhe interessam, dentro de suas diretrizes e “convicções pessoais”.

Mas, desta vez, a escolha de Coudet foi um pouco distinta. Na contramão do que eu imaginava. Apesar de a escolha do treinador ter ocorrido em meio a um festival de “chutes” de parte da mídia e de profissionais de imprensa identificados com o clube nas redes sociais, acredito que o melhor nome entre os especulados, acabou sendo escolhido. Vale destacar que nomes como Ariel Holan, entre outros argentinos – todos coincidentemente representados pelo mesmo empresário que detém maioria absoluta dos negócios de ponta do futebol hermano, foram especulados. Assim sendo, não sei se foi um chute, uma imposição ocorrida na negociata, ou uma convicção. Fato é que, dentre os nomes citados com maior ênfase na época das negociações, o Internacional contratou o único que, no meu modo de ver, seria aceitável no momento!

Quanto aos reforços contratados, não há muita rejeição de minha parte, ainda mais, dentro do lamentável cenário de boatos que se desenhava no decorrer do ano passado – inclusive com matérias especulativas oriundas de revista extraoficial usada apenas para medir a opinião popular em torno dos nomes especulados, tipo Elias, entre outros! Acredito que, devido não apenas aos fatos que vitimaram o Internacional em 2016, mas também aos gastos absurdos com determinados atletas entre 2017 e 2019, as contratações deste ano são as possíveis, no contexto. Tem nomes contratados que não me agradaram tanto, mas outros que podem surpreender positivamente. Se o clube não tivesse gasto absurdamente e erroneamente com “n” atletas inqualificáveis nos anos anteriores – alguns ainda no elenco com contrato pomposo e vigente, talvez a situação hoje fosse menos complicada para buscar alternativas no mercado.

Vejo alguns equívocos, como por exemplo mais de uma renovação contratual desnecessária – inclusive efetivada por interesses na próxima eleição; mas também acredito que podemos ter algumas boas surpresas entre os reforços e, principalmente, com alguns atletas oriundos da base. Estes, mais ainda, precisam ter total apoio do torcedor nos jogos em casa! Pois, estes são jogadores em formação e crescimento, e que poderão dar retorno técnico e financeiro ao clube! Aliás, em se falando de categorias de base, o legado principal da campanha colorada na Copa São Paulo de Futebol Júnior deste ano, que terá sua final disputada amanhã em um inédito e decisivo clássico GreNal, será o fato de termos jogadores prontos para subir ao time principal e buscar evolução na carreira, dentro do elenco profissional!

Demais categorias esportivas: torço muito para que o futebol feminino, em suas diversas categorias, tenha o crescimento, a atenção e o orçamento que merece; e que isto alavanque outros esportes dentro do clube, futuramente – como, por exemplo, o futsal, o voleibol, o basquetebol, o handebol, entre outros. Afinal de contas, apesar de a paixão majoritária da torcida colorada ser o futebol, somos Sport Club – de todos os esportes, contribuindo assim para o desenvolvimento esportivo e social em várias modalidades!

17 de dezembro de 2019

Infinitos, 12 minutos!


Por: Luciano Bonfoco Patussi
17 de dezembro de 2019

Mire o retrovisor! Relembre onde você estava e na companhia de quem, naquele momento em que o Barcelona deu início ao jogo no círculo central do gramado. Na verdade, foi um reinício. Meio sem saber como agir. Atabalhoados, estavam! Segundos atrás, haviam sofrido um gol! E eles sabiam: estava difícil transpor aquela defesa adversária! Restavam apenas poucos minutos!

Vermelho na veia, fardados de branco! Eram 36 minutos do segundo tempo. Daquele instante, até o apito final, transcorreram infinitos 12 minutos. Tal feito foi ímpar e nos faz acreditar que aquele momento não acabou. Houve uma existência até a rede da equipe catalã ser estufada impiedosamente em Yokohama! Do reinício do jogo até o apito final, a história foi outra. E podem acreditar: ela ainda não acabou!

Aquele não foi um apito final! Foi um sopro ao infinito! Infinitos, 12 minutos. Eles perduram até hoje em nossa alma, abastecendo nosso coração!

15 de dezembro de 2019

Por qual motivo votei NÃO na alteração estatutária?


Por: Luciano Bonfoco Patussi
15 de dezembro de 2019

Através deste texto, registro a forma como o Internacional conduziu a proposta de alteração em determinados pontos do estatuto, neste final de 2019. Registro ainda o meu voto, nesse momento: NÃO, para a alteração estatutária! Descreverei a seguir o motivo do meu voto, dentro do contexto vigente!

Há meses, o Internacional divulgou uma nota oficial – estilo notinha de rodapé – em seu website, comunicando o leitor, sobre a possibilidade de apresentar propostas de alteração ao estatuto vigente. Isso teria um prazo determinado. Foi assim, o comunicado! Uma nota no website, e nada mais!

Obviamente, assim como milhares de associados, eu não vi esta nota oficial. Passou despercebida. Fiquei sabendo do assunto, após receber e-mail de um movimento político do Internacional, o qual disparou seu informativo via web, levando tais questões ao conhecimento do maior número possível de torcedores. O referido grupo fez o que o clube deveria ter feito, por carta ou preferencialmente via e-mail.

Com este informativo recebido, me inteirei sobre o assunto e, inclusive, apresentei uma proposta – o recebimento foi confirmado via e-mail pelo Conselho Deliberativo do clube.

Finalizado o prazo para o envio de propostas, uma comissão formada pelo Conselho analisou-as e formatou o texto final, enviando para a devida votação do órgão deliberativo do clube.

Tal votação, transmitida via Internet para os associados que tiveram interesse em acompanhar o processo, me levou a crer que as coisas não são conduzidas do modo que deveriam, dentro de um processo de transparência e registros necessários.

Tudo começou com a votação não sendo nominal. A maioria dos conselheiros presentes preferiu não registrar seu voto nominalmente. Sou um simples associado e totalmente contrário a este tipo de prática. Por isso, registro meu voto aqui, neste espaço. Uma votação que não possui contagem oficial, nem mesmo registro nominal dos votos, passa a imagem de uma baderna. Eis minha visão!

Dito isso, cabe destacar que, após a votação do Conselho Deliberativo, o sócio foi convocado para votar: SIM, pela aprovação daquilo que o Conselho pré aprovou, há semanas! Ou NÃO, para o associado reprovar a mudança proposta.

Cabe ressaltar que o sócio ficou embretado, devido ao fato de o voto ser único para todas as pautas propostas! E isso, na minha visão, foi proposital!

Se votar NÃO, o torcedor dará sua mensagem ao clube, mostrando que não concorda com a forma do processo conforme foi conduzido. Ao mesmo tempo, ele reprovará as alterações importantes que lhe foram propostas, e isso parece contraditório.

Se votar SIM, o associado aprovará algumas modificações importantes no texto do estatuto, isso é fato! Mas, ao mesmo tempo, confirmará o aumento do mandato dos diretores e dos próprios conselheiros, corroborando com o continuísmo de práticas de gestão e de futebol que temos visto ao longo dos últimos anos. Votar SIM também parece contraditório, visto que o Internacional precisa mudar, e não aumentar o prazo de mandato de diretores e (menos ainda) de conselheiros.

Ou seja, da forma como a votação foi conduzida, eu diria que tal procedimento foi orquestrado para confundir o torcedor, fazendo o mesmo votar SIM, de acordo com o que a diretoria espera – isso na minha visão! Aliás, não apenas a diretoria deseja o voto pelo SIM. O segundo maior movimento político presente no Conselho Deliberativo, atualmente, também espera o SIM. Por quê? A resposta ocorrerá ao final de 2020, durante a eleição para o Conselho de Gestão! Terá sido este um voto antecipado em causa própria? O futuro dirá!

Devido a isso, votar NÃO, significa não apenas negar as boas alterações propostas neste momento. Votar NÃO, não é uma negativa as propostas, em si. É algo muito maior do que isso. O Estatuto poderá ser modificado novamente, no futuro próximo, de modo mais responsável, com o Conselho Deliberativo renovado e com a participação do maior número possível de associados!

Em resumo, votar NÃO significa mostrar o poder da torcida ao Conselho e à Direção! Mesmo que determinados diretores, e alguns atletas com vínculo contratual, queiram calar o sentimento do torcedor, isso não ocorrerá novamente! O torcedor está acordando de um sono profundo! Votar NÃO, recolocará o torcedor no seu devido lugar: acima de tudo, pois o clube só é GIGANTE devido ao seu torcedor! Votar NÃO, mostrará ao Conselho Deliberativo que o associado discorda da forma como as pautas foram conduzidas. Colocará as coisas no seu devido lugar.

Com o voto NÃO, os conselheiros competentes, que trabalham de fato em favor do clube, terão que revisar todas as questões e procedimentos do órgão, almejando a próxima oportunidade de alterar o estatuto corretamente, com a devida comunicação antecipada e direta ao associado.

Tal fato não será problema, será uma oportunidade! Neste momento, começaremos a ver quem são os conselheiros úteis ao clube, pois eles seguirão o trabalho normalmente, buscando evolução dos processos internos; e veremos também quem está apenas fazendo figuração, em troca do status social que estar conselheiro do Sport Club Internacional lhes proporciona!

Se o SIM vencer, a massa torcedora terá apenas convalidado a forma como os conselheiros votaram as pautas propostas. Agirá da forma como o Conselho Deliberativo fez, dias atrás, quando aprovou o pedido de suplementação orçamentária feito pela diretoria, mesmo após ter gasto mais do que deveria, sem qualquer autorização prévia!

Se votar NÃO, o associado dará sua mensagem ao clube, mostrando que quer mudanças, mas que discorda veementemente da forma como o processo foi conduzido.

Votei NÃO!

Caso o NÃO vença, isso poderá parecer um retrocesso, na visão de alguns torcedores. Penso o contrário! A vitória do NÃO será a colocação das coisas no seu devido lugar! Será um pequeno passo atrás, visando um passo gigante em favor do futuro do nosso clube! Fato que será comprovado, mas não agora! Tal comprovação ocorrerá dentro de um ano, durante a eleição para renovar o conselho deliberativo, e também na próxima votação para alterar o estatuto da forma como ele de fato deveria ser modificado!

17 de julho de 2019

Da resistência de Edmundo à alegria de Rentería


Por Luciano Bonfoco Patussi
17 de julho de 2019

Eram três horas da madrugada. Quando vi, estava acordado. Em pé, com frio, escorado no marco da porta da sala, nele me segurando com a mão esquerda. Sem saber o que ali estava fazendo. A cena foi patética. Acordei e perdi o sono. É dia de decisão! Na hora, lembrei-me de uma cena parecida – no meu imaginário enlouquecido de torcedor:

Era ensolarado o início de tarde daquele longínquo domingo. Implorei ao meu pai: “vamos no jogo!”. Ele terminou de lavar os espetos após o churrasco dominical e, quando percebi, estávamos em um dos degraus de concreto com vida na beira do rio. Foi minha segunda vez no estádio. A massa entoava, entre outras canções:

“Chora, porco imundo. Quem tem Caíco não precisa do Edmundo”.

Fato é que, embora Caíco jogasse muito e fosse nosso ídolo, jamais esquecerei a atuação de Edmundo naquele dia! Em um dos gols, o “animal” recebeu a bola livre, quase dentro do gol. Escorou-se no marco da porta (leia-se, na trave), antes de empurrar a esférica para a rede. Sem muito se dedicar, o atual campeão brasileiro passou por cima do esforçado Internacional. Mas comemorei dois gols, bem nas entrelinhas: duas defesas de pênalti do goleiro Sérgio evitaram um sonoro 4 a 0. O Palmeiras seria campeão brasileiro novamente, ao final do ano. Modelo de futebol. Desde então, passei a afirmar: quero ver o Inter jogando dessa forma algum dia – sonho que se realizou após 15 anos, em 2009!

Mas, passando bastante por 1994 e voltando um pouco de 2009, era novamente ensolarado o domingo que premiou a galera que foi ao estádio naquela tarde de 2005! O jogo foi tenso. Estava acompanhado de colegas de trabalho, que mobilizamos para ver o Inter se manter vivo e competitivo até a última rodada do certame nacional. A partida se encaminhava para o final, quando Rentería marcou um dos gols de maior explosão já visto no Beira Rio. Um gol coletivo, uma jogada de passes rápidos, em direção à meta adversária. Um foguete! O Internacional vencia o Palmeiras por 2 a 1, e comemoraria o seu título brasileiro. Seria o campeonato do meu sonho de criança, que escapou entre os dedos, em um assalto histórico e traumático, ocorrido no futebol nacional!

Houve diversos clássicos memoráveis entre esses dois grandes clubes, como no final dos anos da década de 1960, ou no brasileirão de 1979. Jogos inesquecíveis, como na Copa do Brasil de 1992 ou no campeonato nacional de 1999 – onde vivemos o drama do quase rebaixamento, sendo salvos pelo gol de Dunga ao final da partida!

Fomos da resistência dos tempos de Edmundo do Palmeiras, hoje rival, à alegria de Saci Rentería pelo Internacional! Tudo em anos que passaram devagar, fazendo florescer no coração, cada vez mais, uma paixão de fazer perder o sono! Tudo, por causa de onze camisas vermelhas perfiladas adentrando o gramado, para talvez por linhas tortas, nos fazer sonhar com um título nacional. Mesmo que queiram diminuir o tamanho do nosso clube, não conseguirão! Atletas, jogando de vermelho, pela sua existência. Pelo nosso time! Por todos nós!

15 de julho de 2019

Proposta de alteração estatutária

Por: Luciano Bonfoco Patussi
15 de julho de 2019


No final do mês de junho de 2019, no uso de meus direitos de associado, protocolei proposta de reforma ao estatuto do Sport Club Internacional - junto ao Conselho Deliberativo. Nela, dois temas polêmicos, mas que dizem respeito ao interesse coletivo que temos no crescimento da instituição, de modo cada vez mais profissional e democrático.

Abaixo, segue resumo da pauta proposta - visando conhecimento e debate. Discussão essa que se faz necessária, dentro da atual conjuntura política em que o Internacional se encontra inserido sem evolução há pelo menos 10 anos:

Sobre a CLÁUSULA DE BARREIRA:

A cláusula de barreira é histórica na política e no futebol! Na teoria, foi implantada com o objetivo de proteger o Internacional do interesse de pessoas que poderiam se aproveitar da instituição, agindo sem conhecimento e até mesmo de má fé, apenas com o intuito de obter vantagens e benefícios para si próprios ou para terceiros interessados, sem trazer benefícios reais para o clube.

Na prática, é uma norma que se mostra antiquada e antidemocrática. Tal normativa, nos dias atuais, acaba desprotegendo o clube, o tornando mais fechado ao surgimento de jovens lideranças e de novas práticas de fiscalização. Temos como exemplo prático, ocorrência registrada no último evento eleitoral do Sport Club Internacional, ao final de 2018. Neste pleito, uma chapa – identificada como Sócio Deliberativo – obteve votação próxima a 10% do total de eleitores. Falamos de uma votação expressiva, onde pelo menos 13 nomes foram alijados de participação efetiva no Conselho Deliberativo do clube, devido à norma vigente. É chegado o momento de o Sport Club Internacional ser mais uma vez democrático e exemplar, pelo bem da deliberação e da fiscalização – evoluindo ações que devem nortear positivamente as decisões históricas da instituição. Baseado nisso, proponho a alteração relatada na sequência:


TÍTULO III – DOS ÓRGÃOS DO CLUBE – Capítulo 2 – Do Conselho Deliberativo – Art. 28 – Parágrafo 3º – Inciso III

Redação do atual estatuto:

Para que a chapa alcance representação, terá que obter, no mínimo, quinze por cento do total dos votos válidos, computados os votos em branco.

Redação sugerida pela presente proposta de alteração estatutária:

Para que a chapa alcance representação, terá que obter, no mínimo, zero vírgula sessenta e sete por cento (0,67%) do total dos votos válidos, computados os votos em branco.



Sobre a REMUNERAÇÃO SALARIAL:

Já paramos para pensar no potencial quantitativo e qualitativo de ideias e práticas de boa governança corporativa que o Sport Club Internacional deixa de agregar, ano após ano, ao impossibilitar que seus cargos diretivos sejam almejados por um maior percentual de associados? Na teoria, todo sócio do clube e cumpridor de seus deveres, possui o direito de almejar o alcance de cargos na diretoria!

Porém, na prática, isso é impossível! Representativa parcela de conselheiros e até mesmo de componentes desta respeitosa comissão, seguindo indicadores da realidade econômica da população brasileira, não possui a condição financeira tranquila que lhes dê a possibilidade de concorrer a cargos eletivos de diretoria e de vice-presidência dentro do clube. Isto, porque estes cargos estratégicos não remuneram os eleitos. Apenas associados que possam trabalhar pelo clube, sem a necessidade de receber salário, tem a real condição de atingir este status. Quem tem esta condição, é a esmagadora minoria – normalmente, sempre as mesmas pessoas ou indivíduos que interagem em seu círculo social de relacionamentos. Tal fato é uma realidade altamente impopular, algo extremamente contrário aos princípios históricos de nosso clube!

Posto isso, é importante salientar que estamos falando de um clube com orçamento anual na faixa superior a trezentos milhões de reais, atualmente. A remuneração diretiva, além de ser algo justo no patamar de que estamos falando, permite cobrança por resultados e pelo cumprimento do Estatuto e do Planejamento Estratégico; possibilita que isso seja feito de modo mais profissional e direto, com maior legalidade e até mesmo moralidade. Pois, agindo desta forma, fica abandonada a imagem popular do apaixonado prestador de favores ao clube – mas que também usufrui do status social que o mesmo lhe proporciona; entram em cena o presidente e seus vices, justamente e adequadamente remunerados, em se considerando a importância da função para o qual foram eleitos.

É chegado o momento de o Sport Club Internacional ser mais uma vez pioneiro, assim como foi, por exemplo, na implantação do programa sócio torcedor, e na instituição da votação aberta aos sócios do clube, entre outras inovações. Evoluindo seus procedimentos e servindo de exemplo aos demais grandes clubes do futebol brasileiro, o Internacional colaborará novamente, não apenas para sua própria evolução, mas também para o crescimento do futebol nacional, como um todo. Baseado nisso, proponho a alteração relatada na sequência:


TÍTULO III – DOS ÓRGÃOS DO CLUBE – Capítulo 3 – Do Conselho de Gestão – Art. 36 – Parágrafo 6º

Redação do atual estatuto:

O mandato dos dirigentes eleitos do Conselho de Gestão é de dois anos, permitida uma única recondução.

Redação sugerida pela presente proposta de alteração estatutária:

O mandato dos dirigentes eleitos do Conselho de Gestão é de dois anos, sendo vedada recondução ao cargo em período consecutivo. Inciso I: para a eleição subsequente ao período de vedação da participação consecutiva, o dirigente volta a ter os mesmos direitos de outrora, podendo concorrer novamente e assumir cargos diretivos no Conselho de Gestão.


TÍTULO III – DOS ÓRGÃOS DO CLUBE – Capítulo 3 – Do Conselho de Gestão – Art. 36 – Parágrafo 7º

Redação do parágrafo 7º - a ser incluso, conforme redação sugerida pela presente proposta de alteração estatutária:

Fica instituído o direito a remuneração mensal obrigatória para todos os cinco integrantes do Conselho de Gestão. Do mesmo modo, também terão direito a receber salário mensal obrigatório, todos os demais diretores e vice presidentes mencionados nos parágrafos 1º, 2º, 3º e 5º do presente artigo.

Inciso I: a composição da remuneração mensal será elaborada e reajustada anualmente, em conformidade com norma a ser instituída por comissão a ser formada pelo Conselho Deliberativo, com este intuito específico.

5 de março de 2019

Rastros eternos

Por: Luciano Bonfoco Patussi
05 de março de 2019

Em meu roteiro, esta seria uma quarta feira normal. Cumpriria minuciosamente a agenda de trabalho, voltando para casa com o coração pulsando de alegria, por estar junto da família em mais um intenso entardecer!

Antes disso, adormeci.

Foi rápido. Tudo muito estranho. Estava sozinho e trêmulo, em uma montanha coberta de gelo. Não sabia ao certo a localização. A respiração ficava mais difícil, a cada lento passo que eu dava sem rumo. Passadas que pareciam não levar a lugar algum, a não ser ao cansaço e a memórias embaçadas e distantes!

Em uma delas, a névoa oriunda da geleira mal permitia enxergar o próximo palmo a ser desbravado. Era algo incerto, mas que trazia alguma mensagem nas entrelinhas, algo que demorei para entender.

Eu queria acordar. Dar o próximo passo. Tinha esse sentimento. Mas não conseguia. Sonho ou realidade?

Acordei. Então, compreendi! Estava no topo do Aconcágua. Mas não parecia ser a primeira vez! O nevoeiro foi uma marca. Rastros eternos deixados pelo cachimbo do Saci...

17 de dezembro de 2018

Meu time estava lá, em outra dimensão!


Por: Luciano Bonfoco Patussi
17 de dezembro de 2018

Lembranças de uma vida apaixonada pelo futebol me remetem particularmente até o longínquo ano de 1992. Há pelo menos dois anos, já despertava em mim uma paixão incomum por este esporte, desde a Copa de 1990. Porém, 1992 foi especial, não apenas pelos títulos sequenciais obtidos pelo Internacional na Copa do Brasil e no campeonato estadual. Foi um ano diferente, onde comecei a ver futebol de modo único, mais global e, ao mesmo tempo, sonhador.

Embora nada fosse tão ímpar, quanto ver camisas vermelhas adentrando o gramado na beira do rio sob fogos de artifício e sinalizadores, teve um acontecimento específico naquele ano, o qual ficou em minha retina para sempre. Era a chamada da TV, para a final do Mundial Interclubes: São Paulo e Barcelona, da Espanha! Aquilo já soava diferente. Foi muito legal acompanhar a história daquele jogo, em uma época sofrida para o futebol brasileiro e, em especial, pelo que viria a acontecer com o Internacional no decorrer dos próximos anos de provação aos quais seus torcedores foram testados diariamente e de modo insano!

Fiquei para sempre com aquele São Paulo e Barcelona em minha mente. Possivelmente, um dos jogos de futebol mais emocionantes que assisti na minha infância. Era uma história que não poderia acabar por ali! Tinha que ter um final diferente! Outro roteiro. Sei lá! Não era possível, aquele conto de futebol ter um final mágico, sem o meu time estar em campo!

Mas meu time estava lá, em outro tempo, em outra dimensão. Eu é que ainda não sabia!

Correram os anos e o amor ao Internacional seguia aumentando. Era uma paixão descontrolada! O futebol amador jogado com amigos na pracinha, aos domingos de sol, era acompanhado de uma narração ao fundo. Era o meu radinho de pilha transmitindo mais um jogo do Inter. Era possível todos ouvirem, colorados ou não, o Inter colocando em sua coleção, cedo ou tarde, mais uma brava luta pelo campeonato brasileiro, com uma derrota certeira que chegava a cada nova temporada.

Em 1992, era apenas uma criança, com seus 10 anos de idade. Aquelas memórias todas voltaram, como que em um passe de mágica, após a mais gigante volta olímpica dada sob risos e lágrimas de uma criança agora adulta, em uma manhã de domingo de 2006. Naquela data, quem não era Inter, contrariado, aplaudiu!

Surgiu o amanhã, radioso de luz! São Paulo e Barcelona, esquadrões já em 1992, em pleno 2006 eram tão fortes e imponentes quanto em anos atrás, mas eram vencidos pelo meu time, na superação, na qualidade, na inteligência e na humildade. Parecia um sonho de criança, tomando forma na mais absoluta verdade, certeza e emoção: o Internacional era campeão da Copa Libertadores da América contra o São Paulo, e de quebra vencia a Copa do Mundo contra o Barcelona! Aquele distante 1992 tinha um significado. Eu sabia!

Os dias 16 de agosto e 17 de dezembro de 2006 são únicos, cada data com sua magia, que remete sempre aos anos de devoção junto ao Clube do Povo! Jamais haverá outro sentimento igual! O Inter sempre foi gigante, independente dos títulos. Mas naquele momento, traumas desportivos foram rasgados e milhões de apaixonados torcedores tiveram a certeza: valeu a pena esperar, para mostrarmos com orgulho, ao mundo inteiro, o que é ser Internacional!

20 de outubro de 2017

Povo: crie uma camisa para seu time!

          Foto: replicada diretamente da página oficial do Sport Club Internacional
                                www.internacional.com.br/camisadopovo/

Por: Luciano Bonfoco Patussi
20 de outubro de 2017

O Sport Club Internacional divulgou, através de sua página oficial na web, a abertura de inscrições para o concurso: Camisa O Clube do Povo.

Excelente iniciativa do Departamento de Marketing.

Torcedor está convocado para usar a imaginação e criar uma camisa comemorativa, em homenagem ao time do seu coração!

Acesse a página oficial do Internacional e obtenha maiores informações: http://www.internacional.com.br/camisadopovo/

Saudações coloradas

10 de julho de 2017

MINN - Movimento Inter Nacional

Por Luciano Bonfoco Patussi
10 de julho de 2017

Caros leitores,

Gostaria de formalmente comunicar à todos sobre a fundação do Movimento Inter Nacional (MINN). Abaixo, segue link que direciona ao conteúdo de nosso movimento:

movimentointernacional2017.blogspot.com

Todos, obviamente, estão convidados a conhecer nossas ideias, sugerindo, criticando e participando.

Saudações esportivas e coloradas à todos!

19 de junho de 2017

STJD & CBF: julgamento midiático e sem respostas coerentes, de novo!

Por: Luciano Bonfoco Patussi
14 de junho de 2017

O julgamento e a pena, impostos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva ao Internacional, relativo a utilização de e-mail's que tiveram conteúdo resumido, no processo do caso Victor Ramos, abala de modo significativo a imagem do clube, ferindo seus torcedores e atingindo toda massa associativa. Algumas perguntas seguem sem resposta:

Não há “santo” nessa polêmica. O Internacional buscou um direito, não vislumbrando a moralidade do futebol brasileiro. O fez, como qualquer outro clube possivelmente faria, apenas por ser parte interessada no caso. Isto é um fato, mas não deixa de ser um direito. Correto?

O processo da inscrição irregular do atleta foi arquivado. Não houve qualquer investigação mais profunda sobre a ocorrência. Os holofotes deste "caso" se voltaram definitivamente contra o Internacional - e por consequência, atingiram mais ainda, o coração de milhões de torcedores. Tudo devido a exposição de uma "prova" que, inicialmente, muitos afirmaram que o Internacional teria irresponsavelmente falsificado. Independente disso, qual a comprovação de que a inscrição do atleta envolvido nessa polêmica foi correta? O clube, que foi contra os interesses da CBF neste caso, foi punido e acusado publicamente. Mas afinal de contas, qual infração ou crime o Internacional cometeu?

O clube foi “alertado por telefone”, sem qualquer comprovação formal, pela outra parte envolvida no caso, informando que "um e-mail usado no processo seria falso". Piada? Alertado por telefone! Repito: alertado por telefone, diretamente por seu “adversário” neste imbróglio! Qual é a parte, em qualquer caso jurídico, que "alerta" seu adversário, sobre qualquer "suposta irregularidade" em alguma das provas que seriam utilizadas contra ela mesmo? Suposta sim. Pois até qualquer comprovação idônea, é uma prova. Que pode cair por terra, após investigação, obviamente! Qual o motivo que o clube teria, para acreditar que seu adversário, estaria falando a verdade? A prova necessita ser utilizada. Se não servir, ponto final! Mas, uma parte envolvida, alertar a outra? Teatro? Piada? Qual o crime ou infração cometida?

Aliás, em se falando de crimes, não há dirigente ou ex-presidente do Internacional, até o presente momento, que esteja preso, com mandado de prisão decretado ou sendo investigado por corrupção, entre outros delitos. Não estou aqui afirmando que todos são “anjos”, nem mesmo que não há “demônios” no clube! Fato é que todos os dirigentes do Internacional estão no Brasil, livres! E quanto a confederação máxima de futebol do Brasil?

São tantas interrogações, que até cogitei enviar um e-mail, questionando diretamente a entidade de justiça desportiva referida. Mas desisti. Não que eu tivesse qualquer desconfiança sobre a lisura e honestidade dos procedimentos adotados pelos julgadores - que creio serem idôneos. O problema é o órgão que representam, e a quem esta entidade necessita se "curvar". Ou alguém acredita que o domínio onde está registrado o correio eletrônico stjd@cbf.com.br é mera coincidência?

Este é o sentimento de um torcedor que teve sua equipe rebaixada dentro de campo em 2016, pela sua própria falta de resultados, algo totalmente justo; aquele mesmo que viu seu time campeão em 2005, também no campo, mas que naquela ocasião, foi totalmente injustiçado fora dele!