10 de junho de 2014

Luto: Fernandão eterno!

Por Luciano Bonfoco Patussi
10 de junho de 2014

Fernandão foi futebolista de grande liderança, boa técnica e inteligência tática acima da média. Foi um jogador que atuava como centroavante, mas também como segundo atacante, vindo de trás, e era altamente capacitado para armar jogadas no meio de campo. Na final do Mundial de Clubes de 2006, jogou defensivamente, em favor do time, para dar ao Inter a chance de derrotar um adversário tecnicamente superior. Demonstrou qualidade e empenho. Terminou campeão, contra o poderoso Barcelona!

Precocemente, o capitão daquelas conquistas partiu. Rumou para outra dimensão! Foi para aquele lugar onde, entre 1980 e 2005, várias gerações de apaixonados torcedores colorados sonhavam que era possível chegar: ao infinito! Onde juntos chegamos, em 2006!

A imagem daquela taça sendo direcionada por Fernandão, ao infinito, jamais será esquecida! Foi o coroamento de um grande trabalho realizado pelo clube naquela época! Mais do que isso, foi a realização de um sonho de milhares de torcedores!

Agradecimento eterno ao Fernandão, capitão do Internacional nas conquistas da Copa Libertadores da América e do Mundial de Clubes de 2006. Muita força para sua família: pais, esposa e filhos! A dor da perda para entes queridos e próximos é irreparável e, por mais que possamos tentar, não há palavras que possam sufocar esse sentimento!

Muita força para todos!

Relembro agora o texto que escrevi em outra despedida. Aquela, bem menos dolorosa! Um resumo da passagem de Fernandão, representando o Internacional dentro de campo, o que fez sempre da melhor maneira possível:


Saudações! Luto!

14 de abril de 2014

É tetra! Inter 4 x 1 Grêmio

Por Luciano Bonfoco Patussi
14 de abril de 2014

Estupenda e avassaladora. Avaliando o clássico de ontem, assim podemos dizer que foi a atuação colorada sobre seu maior rival. Um título que inunda, de alegria e orgulho, o coração do torcedor alvirrubro. O Internacional é tetracampeão gaúcho, alcançando a marca de 43 títulos estaduais, com vantagem de 7 taças em relação ao seu maior adversário. Particularmente falando, sou o típico torcedor que não renega as origens. Sigo sempre valorizando o título estadual alcançado pela equipe que torço, e jamais farei como alguns incoerentes que desprezam o título local ao serem derrotados, mas que extravasam em pura alegria ao saírem vitoriosos.

Ponto positivo: talvez daqui há algumas décadas, se tenha a real noção do êxito obtido pelo clube do Beira Rio. Há treze anos o Internacional ganha, no mínimo, um título oficial por ano. Seja estadual, continental ou mundial. Posso estar equivocado, mas não há clube do futebol brasileiro que tenha obtido essa sequência de títulos em sua história. Tempos atrás, épocas difíceis, década de 1990, o Inter ganhava uma taça a cada dois ou três anos. Os tempos mudaram e isso causa imensa alegria no seu torcedor!

Entretanto, a partir de agora, é preciso buscar constante evolução para voltar ao patamar de competitividade em nível nacional e, posteriormente, internacional! Fato notório, isso anda esquecido nas últimas temporadas! Todos os torcedores desejam ver agora, na prática, como será feita a condução da gestão de futebol do clube, já a partir do próximo final de semana, quando o Internacional irá encarar o Vitória, na estreia do campeonato brasileiro.

Parabéns à toda a nação de milhões de torcedores colorados. Aos atletas. Integrantes da comissão técnica e da diretoria do Internacional. 13 de abril de 2014. Estádio Centenário, em Caxias do Sul: Internacional 4 x 1 Grêmio.

Internacional, tetracampeão gaúcho: 2011, 2012, 2013 e 2014!

7 de abril de 2014

A primeira pintura: Inter 2x1 Peñarol

Por Luciano Bonfoco Patussi
07 de abril de 2014

A inauguração do estádio Beira Rio, ocorrida em 1969, foi evento de impressionante magnitude e extrema força popular. O gol do jovem centroavante Claudiomiro, contra o esquadrão português do Benfica, foi o primeiro marcado na história do novo estádio.

Aquele momento foi um marco na existência do Internacional. Mas jamais teria ocorrido se o clube não tivesse uma rica e recheada história. O clube completava 60 anos de existência. E tinha agora um estádio com enorme capacidade de público.

Pois foi justamente no aniversário de 105 anos do Internacional que outra festa inesquecível marcou a reabertura do Beira Rio. Agora remodelado. Moderno. Belo e imponente. Foi um evento que merece aplausos de pé, tanto para seu talentoso idealizador, quanto para a direção do clube. Acertaram em cheio no planejamento e na execução. "Deram no meio" do coração do torcedor!

O jogo de reabertura oficial foi disputado contra o tradicional Peñarol. Em uma jogada individual, logo no início da partida, D'Alessandro foi puxado pelo defensor do time uruguaio. Falta marcada. Nas cadeiras, silêncio e expectativa.

D'Alessandro partiu para a cobrança. Assim como Valdomiro fez em 1975, colocando a bola na cabeça de Figueroa. Ou então da forma com que o mesmo Valdomiro acertou o travessão em 1976, fazendo a redonda ultrapassar a linha do gol, confirmando a alcunha de o Inter ser o Melhor Time do Mundo naquela época. 

A falta foi cobrada. A bola saiu dos pés de D'Alessandro. Passou sobre a barreira uruguaia. Uma curva perfeita. Após deslizar na trave esquerda do arqueiro adversário, a esférica repousou na rede. Parecia estar com saudade daquela rede! Uma bucha. Um gol que Falcão, um dos maiores gênios da história do futebol mundial, assinaria embaixo! Se ouviu uma explosão. Muitas outras virão!

Assim como novos craques surgirão. Talentos brotarão e deixarão sua marca na história do clube e no coração de todos os principais protagonistas: os torcedores do Clube do Povo do Rio Grande do Sul!