A vitória do Internacional sobre o Barueri pode tornar-se, no longo prazo, decisiva. Assim como em caso de empate ou derrota estaríamos comentando sobre a perda de mais alguns pontos decisivos em casa. Nesta quarta-feira, após uma "revolução" proporcionada e comandada por Fernando Carvalho no vestiário colorado, o Internacional venceu o Barueri, do interior paulista, por três gols a dois. Pode parecer simples, mas não foi. Foi uma vitória dificílima, assim como quem escreve esta crônica, particularmente, esperava.
O Internacional vinha de derrotas, derrotas e derrotas. Teve empate entre elas. Mas as derrotas eram preponderantes. A queda de produção era visível e alarmante. Os fracassos colocam em dúvida qualquer trabalho. E com o time colorado não é diferente. Nesta quarta-feira, em pouco tempo, o Inter marcou seus dois gols contra o Barueri ainda no primeiro tempo. O primeiro motivo de comemoração do torcedor que compareceu ao Beira-Rio ocorreu em lance de oportunismo de Alecsandro, que em um tropeço do goleiro adversário, marcou o primeiro gol do Internacional. Após cruzamento de Andrezinho na área, o camisa 9 colorado pulou mais que o goleiro adversário e, na pequena área, fez Inter um a zero. O segundo gol não demorou e foi marcado por Andrezinho. O meio-campista, após cobrança de falta precisa no canto esquerdo do goleiro paulista, fez Inter dois a zero, em um bonito e importante gol.
O Inter esteve vencendo alguns jogos neste campeonato brasileiro por dois a zero, e caído de produção no segundo tempo. Foi assim contra Fluminense e São Paulo. Foi novamente assim contra o Barueri. Dramaticidade até o final da partida. Ainda no final do primeiro tempo, após rebote do goleiro Michel Alves em cobrança de fata de Márcio Careca, o volante Sandro marcou contra, após "bate rebate" dentro da área. Inter dois, Barueri um. Inicou-se o segundo tempo e o jogo foi lá e cá. Jogo feio, para quem queria espetáculo. E, particularmente falando, quem quisesse espetáculo em "Inter em crise técnica" contra "pequeno e organizado Barueri", que ficasse em casa. Inter em má fase técnica contra o Barueri, espera-se esforço ao máximo. Jamais grande técnica. E assim foi. Assim o Barueri empatou. Próximo aos trinta e cinco minutos do segundo tempo, após cobrança de falta de Ewerton, Michel Alves falhou, espalmando a bola para dentro da grande área. Com a maioria de jogadores do Barueri no lance, Franciscatti cruzou e o zagueiro André Luís empatou o jogo.
Aí o Inter foi pra cima. Em uma alteração completamente ousada para os padrões adotados pelo Sr. Adenor Bacchi, o Inter substituiu Bolívar por Leandrão. Não que Leandrão seja uma peça fundamental ao time. Mas só a alteração de um lateral-direito por um centroavante, na atual conjuntura imposta por Tite a sua equipe, já é de se louvar. A alteração não foi fundamental no placar. Mas o Inter venceu. Próximo ao final da partida, em nova cobrança de falta precisa, Andrezinho colocou a bola no travessão, próximo ao ângulo esquerdo do goleiro do Barueri. Caído, o arqueiro pouco pode fazer quando o uruguaio Sorondo pegou o rebote para sacramentar o placar: Inter três. Barueri, apenas dois.
Andrezinho, que pelo colunista que vos escreve, desde o início do ano têm sido taxado de décimo segundo titular do Inter, aos pouquinhos, vai trabalhando e mostrando ser um dos jogadores com mais vontade de jogar. Assim foi, inclusive, no Gre-Nal. Andrezinho, naquela ocasião, foi muito mal. Errou tudo: passes, chutes, marcação. Mas foi melhor que muitos jogadores colorados naquele momento. Mostrou vontade. Assim se forma um novo titular. Aos poucos. E tomara que siga assim. Mostrando produtividade. E que assim siga, titular e decidindo jogos. Coisa que outros não em feito. Outros de quem se espera muito e ainda se acredita.
Tomara, para o torcedor colorado, que este grupo esteja tomando, aos poucos, forma de time. Forma de time campeão! Nesta noite, foram conquisados três pontos dourados. Ao final do ano, eles não significarão nada. Ou significarão vaga na Libertadores. Ou então, se nos permitirmos sonhar mais alto, após grande arrancada, poderão significar o sonho de campeão brasileiro sendo realizado pelo torcedor do Inter. Resta esperar para ver!
29 de julho de 2009
23 de julho de 2009
APELO: FICA, NILMAR!
Por Luciano Bonfoco Patussi
23 de Julho de 2009
Prezado Nilmar! Antes do empate do Inter contra o São Paulo, pelo campeonato brasileiro de 2009, o que mais se destacava na imprensa era a notícia de que você havia rechaçado uma proposta do Wolfsburg, atual campeão alemão. "Golaço" marcado por ti, caro Nilmar! O Wolfsburg é um clube médio, sem qualquer grande tradição em competições como o campeonato alemão e a Liga dos Campeões da Europa. O Wolfsburg é o atual campeão alemão. E daí? Qual o problema? Finalmente alcançou o maior título que será possível, para ele, nos próximos cinquenta ou cem anos. O Wolfsburg é médio. É campeão alemão. Mas é médio. Grande, na Alemanha, são o Bayern de Munique, o Borússia Dortmund, o Werder Bremen, o próprio Hamburgo, o Schalke 04, o Stuttgart e o Borússia Monchengladbach. Entre outros. O Wolfsburg é médio.
Após o empate com o São Paulo pelo campeonato brasileiro, é forte a notícia - por parte da imprensa - de que você está de partida para o Villarreal. Nilmar, o Villarreal é médio. Na Espanha, ele não é mais do que médio. O Villarreal foi um dos responsáveis por mandar Riquelme de volta para a América do Sul, para conquistar uns dezenove ou quem sabe vinte e sete títulos com o Boca Juniors. Se hoje o Villarreal vai bem em nível nacional ou até continental, isso não significa que o clube é grande. A sua administração pode ser boa. Mas o clube é médio. Menor que os gigantes Barcelona e Real Madrid. Bem menor que os grandes Atlético de Madrid, Valência, Atlethic Bilbao, Real Sociedad, Sevilla, Real Betis, La Coruña e Espanyol. Se você, Nilmar, acreditar que está indo para o terceiro ou quarto maior clube do futebol espanhol, digo com a maior convicção do planeta: você estará errado! Será um erro grotesco! Tão grotesco quanto ter partido, anos atrás, para o Lyon, multi-campeão francês e médio clube europeu.
Nilmar, ouvimos declarações colocadas pela imprensa, dizendo que você coloca o Villarreal como o terceiro ou quarto maior clube espanhol. Só queria esclarecer que, caso você pense isso, está completamente equivocado. O seu lugar é no Gigante da Beira-Rio. Mas o que você escolher, será bem escolhido e apoiado pela grande maioria. Tanto por minha pessoa, quanto pela maioria do torcedor colorado. Mas fica dado o recado. Agora é contigo, goleador!
Fica, Nilmar!
Força, Inter!
23 de Julho de 2009
Prezado Nilmar! Antes do empate do Inter contra o São Paulo, pelo campeonato brasileiro de 2009, o que mais se destacava na imprensa era a notícia de que você havia rechaçado uma proposta do Wolfsburg, atual campeão alemão. "Golaço" marcado por ti, caro Nilmar! O Wolfsburg é um clube médio, sem qualquer grande tradição em competições como o campeonato alemão e a Liga dos Campeões da Europa. O Wolfsburg é o atual campeão alemão. E daí? Qual o problema? Finalmente alcançou o maior título que será possível, para ele, nos próximos cinquenta ou cem anos. O Wolfsburg é médio. É campeão alemão. Mas é médio. Grande, na Alemanha, são o Bayern de Munique, o Borússia Dortmund, o Werder Bremen, o próprio Hamburgo, o Schalke 04, o Stuttgart e o Borússia Monchengladbach. Entre outros. O Wolfsburg é médio.
Após o empate com o São Paulo pelo campeonato brasileiro, é forte a notícia - por parte da imprensa - de que você está de partida para o Villarreal. Nilmar, o Villarreal é médio. Na Espanha, ele não é mais do que médio. O Villarreal foi um dos responsáveis por mandar Riquelme de volta para a América do Sul, para conquistar uns dezenove ou quem sabe vinte e sete títulos com o Boca Juniors. Se hoje o Villarreal vai bem em nível nacional ou até continental, isso não significa que o clube é grande. A sua administração pode ser boa. Mas o clube é médio. Menor que os gigantes Barcelona e Real Madrid. Bem menor que os grandes Atlético de Madrid, Valência, Atlethic Bilbao, Real Sociedad, Sevilla, Real Betis, La Coruña e Espanyol. Se você, Nilmar, acreditar que está indo para o terceiro ou quarto maior clube do futebol espanhol, digo com a maior convicção do planeta: você estará errado! Será um erro grotesco! Tão grotesco quanto ter partido, anos atrás, para o Lyon, multi-campeão francês e médio clube europeu.
Nilmar, ouvimos declarações colocadas pela imprensa, dizendo que você coloca o Villarreal como o terceiro ou quarto maior clube espanhol. Só queria esclarecer que, caso você pense isso, está completamente equivocado. O seu lugar é no Gigante da Beira-Rio. Mas o que você escolher, será bem escolhido e apoiado pela grande maioria. Tanto por minha pessoa, quanto pela maioria do torcedor colorado. Mas fica dado o recado. Agora é contigo, goleador!
Fica, Nilmar!
Força, Inter!
20 de julho de 2009
QUANDO A "CONVICÇÃO" TORNA-SE "BURRA"
Por Luciano Bonfoco Patussi
19 de Julho de 2009
Título idiota para uma crônica, de minha parte. Assumo meu erro. Erro previsível. Tão previsível quanto as últimas atuações do Internacional. Não poderia ser diferente. O Inter comandado por Tite venceu a Copa Sul-Americana brilhantemente em 2008. O Sr. Adenor Bacchi também recuperou o time no certame nacional do ano passado, onde apesar de alguns tropeços, chegou em sexto lugar, após início cambaleante. No campeonato gaúcho deste ano, atuações que lembraram aos mais empolgados torcedores o Rolo Compressor da década de 1940. Mas o Inter já não é mais o mesmo time do campeonato estadual. Não era mais o time com a mesma união e o mesmo ímpeto, já lá nas quartas-de-finais da Copa do Brasil. O colorado inexistiu no jogo do Maracanã contra o Flamengo, depois quase foi eliminado pelo Coritiba e, na sequência, foi vencido pelo Corinthians que foi o campeão do Brasil. Alheio a isso, a perda da Recopa para a LDU e mais derrotas com reação deprimente, frente ao fraco Atlético Paranaense e ao esforçado Grêmio trazem a tona a questão: será a hora do "fato novo" acontecer?
O "fato novo", todos sabem, seria a troca do comando técnico. Eu sou uma das pessoas que mais abomina a troca de treinador em meio a uma competição. A grande maioria dos times que são campeões do campeonato brasileiro, não trocam o treinador no meio da competição. Eu acho que isso jamais deveria ser a melhor alternativa. Mas certas vezes, é pior prosseguir em algo que começou a cambalear, que segue declinante e que tende a terminar pateticamente. O Inter hoje é um arremedo de time. Tem jogadores muito bons. Mas o time tem somente duas jogadas: ou é o contra-ataque, quando se consegue encaixar. Neste caso, entende-se melhor, é lançamento para o ataque e o Nilmar que resolva; ou então são tabelas manjadas pelo meio de campo, que não levam a lugar algum. É fácil marcar um time que joga somente pelo meio-campo. E o Inter não tem jogadas pelas laterais. O Inter tornou-se previsível. Digo novamente, o Inter sequer tem laterais. Kleber está em uma fase técnica difícil. Tem bom histórico, é bom lateral. Mas não está rendendo. Será culpa de quem? Mas e o lateral-direito? Bom, o lateral-direito, a torcida está no aguardo da contratação até hoje. Hoje, no Gre-Nal, vimos a deficiência do setor: próximo ao final do jogo, Tite teve a chance de criar um "fato novo". Sacou Bolívar do time. Em seu lugar, entrou Danilo Silva. Vitória inquestionável do Grêmio.
Estamos em julho. Próximos a agosto. A convicção em um trabalho é importante. Mas certas vezes, são necessárias mudanças. Após aquela derrota para a LDU do Equador, eu havia deixado qualquer análise para o dia seguinte. Eu aguardei, pois torcia por uma resposta positiva do time de Tite nos próximos dois ou três jogos. Mas o que aconteceu nos próximos jogos? Veio uma derrota patética e ridícula para o fraco time do Atlético Paranaense; uma vitória no sufoco contra o cambaleante e deprimente Fluminense; e para finalizar, uma derrota em um clássico, onde sabemos, há pelo menos seis ou sete anos, o Internacional está muito mais organizado do que o seu maior rival, para fazer um futebol decente. Até pode-se perder, em se tratando de clássico. É admissível. Não se vence sempre. E em tempo, o Grêmio mereceu o resultado e a vitória de virada por dois a um, pois foi mais time. Muito mais. Mas perder "se arrastando" em campo, outra vez, em um curto espaço de tempo, é imperdoável. É inadmissível.
Nada conta a pessoa Tite. Quem o conhece - e não o conheço - fala muito bem dele. Adenor Bacchi é profissional, trabalhador e dedicado. Mas os resultados sumiram. Despencaram. E futebol vive de resultados. É hora de mudança, definitivamente. Muricy Ramalho e Carlos Alberto Parreira, só para citar os mais capacitados, estão no mercado, livres e sem clube. Eles devem estar com muita vontade de terminar o ano de 2009 comemorando o título de campeão brasileiro.
19 de Julho de 2009
Título idiota para uma crônica, de minha parte. Assumo meu erro. Erro previsível. Tão previsível quanto as últimas atuações do Internacional. Não poderia ser diferente. O Inter comandado por Tite venceu a Copa Sul-Americana brilhantemente em 2008. O Sr. Adenor Bacchi também recuperou o time no certame nacional do ano passado, onde apesar de alguns tropeços, chegou em sexto lugar, após início cambaleante. No campeonato gaúcho deste ano, atuações que lembraram aos mais empolgados torcedores o Rolo Compressor da década de 1940. Mas o Inter já não é mais o mesmo time do campeonato estadual. Não era mais o time com a mesma união e o mesmo ímpeto, já lá nas quartas-de-finais da Copa do Brasil. O colorado inexistiu no jogo do Maracanã contra o Flamengo, depois quase foi eliminado pelo Coritiba e, na sequência, foi vencido pelo Corinthians que foi o campeão do Brasil. Alheio a isso, a perda da Recopa para a LDU e mais derrotas com reação deprimente, frente ao fraco Atlético Paranaense e ao esforçado Grêmio trazem a tona a questão: será a hora do "fato novo" acontecer?
O "fato novo", todos sabem, seria a troca do comando técnico. Eu sou uma das pessoas que mais abomina a troca de treinador em meio a uma competição. A grande maioria dos times que são campeões do campeonato brasileiro, não trocam o treinador no meio da competição. Eu acho que isso jamais deveria ser a melhor alternativa. Mas certas vezes, é pior prosseguir em algo que começou a cambalear, que segue declinante e que tende a terminar pateticamente. O Inter hoje é um arremedo de time. Tem jogadores muito bons. Mas o time tem somente duas jogadas: ou é o contra-ataque, quando se consegue encaixar. Neste caso, entende-se melhor, é lançamento para o ataque e o Nilmar que resolva; ou então são tabelas manjadas pelo meio de campo, que não levam a lugar algum. É fácil marcar um time que joga somente pelo meio-campo. E o Inter não tem jogadas pelas laterais. O Inter tornou-se previsível. Digo novamente, o Inter sequer tem laterais. Kleber está em uma fase técnica difícil. Tem bom histórico, é bom lateral. Mas não está rendendo. Será culpa de quem? Mas e o lateral-direito? Bom, o lateral-direito, a torcida está no aguardo da contratação até hoje. Hoje, no Gre-Nal, vimos a deficiência do setor: próximo ao final do jogo, Tite teve a chance de criar um "fato novo". Sacou Bolívar do time. Em seu lugar, entrou Danilo Silva. Vitória inquestionável do Grêmio.
Estamos em julho. Próximos a agosto. A convicção em um trabalho é importante. Mas certas vezes, são necessárias mudanças. Após aquela derrota para a LDU do Equador, eu havia deixado qualquer análise para o dia seguinte. Eu aguardei, pois torcia por uma resposta positiva do time de Tite nos próximos dois ou três jogos. Mas o que aconteceu nos próximos jogos? Veio uma derrota patética e ridícula para o fraco time do Atlético Paranaense; uma vitória no sufoco contra o cambaleante e deprimente Fluminense; e para finalizar, uma derrota em um clássico, onde sabemos, há pelo menos seis ou sete anos, o Internacional está muito mais organizado do que o seu maior rival, para fazer um futebol decente. Até pode-se perder, em se tratando de clássico. É admissível. Não se vence sempre. E em tempo, o Grêmio mereceu o resultado e a vitória de virada por dois a um, pois foi mais time. Muito mais. Mas perder "se arrastando" em campo, outra vez, em um curto espaço de tempo, é imperdoável. É inadmissível.
Nada conta a pessoa Tite. Quem o conhece - e não o conheço - fala muito bem dele. Adenor Bacchi é profissional, trabalhador e dedicado. Mas os resultados sumiram. Despencaram. E futebol vive de resultados. É hora de mudança, definitivamente. Muricy Ramalho e Carlos Alberto Parreira, só para citar os mais capacitados, estão no mercado, livres e sem clube. Eles devem estar com muita vontade de terminar o ano de 2009 comemorando o título de campeão brasileiro.
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