24 de janeiro de 2020

Opinião: o que a torcida colorada poderá esperar de 2020?

Por: Luciano Bonfoco Patussi
24 de janeiro de 2020

Uniformes: a temporada começa com a Adidas patrocinando o Internacional, no que diz respeito ao fornecimento de uniformes para 2020. A nova fabricante, inclusive, promete maior diversidade de itens, visando atender aos anseios do torcedor que busca adquirir o maior número possível de produtos oficiais do clube. Vendo o novo fardamento colorado, agora com a marca Adidas, é possível afirmar que o Internacional inicia o ano marcando um golaço de placa!

Estatuto: aprovadas alterações estatutárias, mesmo com baixíssima participação do associado na votação, cabe destacar que há pontos positivos validados. Outros, nem tanto, para o momento que o clube vive há anos! Mesmo com alguns pontos positivos, fui contrário à forma como a votação foi conduzida e, por isso, votei “não”! O processo foi totalmente obscuro no seu início, quando o torcedor deveria ser convocado adequadamente para apresentar propostas; não houve qualquer campanha de engajamento antecipada para o associado participar do processo; e isso seguiu assim até o final, quando houve devida divulgação de datas para votação, apenas devido a pressão exercidas por associados influentes, apoiados por alguns profissionais da mídia esportiva.

Política: 2020 é um ano decisivo para o futuro do Internacional. No final da temporada, teremos eleições objetivando renovação de 150 cadeiras no Conselho Deliberativo e visando eleger o novo Conselho de Gestão – órgãos que agora possuirão 6 e 3 anos de mandato, respectivamente. Acompanhando publicações de determinados jornalistas que procuram informações de bastidores para passar ao torcedor, acredito ser importante haver paciência com o início do trabalho da nova comissão técnica, mas sem jamais deixar de cobrar de modo inteligente, principalmente os seus dirigentes e seus conselheiros. O fato de o nome do novo treinador não ser consenso entre antigos dirigentes que possuem forte influência dentro da política do clube há mais de uma década, pode ser um fator negativo. Então, cuidado com as manchetes futuras! Elas poderão traduzir apenas opinião profissional do jornalista opinante, simples! Ou então, fazer parte de uma estratégia política de fomento à implosão do trabalho por interesses diversos, com uso da mídia para maximizar as chamas, visto que o “negócio” no futebol é gerar negócio!

Atenção! Cuidado!

Desconfie, sempre que você ver alguma reportagem de página inteira, em jornal famoso da capital gaúcha, entrevistando antigo dirigente sumido da opinião pública há anos. Essa reportagem de página inteira sempre pode ter um recado nas entrelinhas, com objetivo maior do que uma simples opinião, tudo para direcionar o subconsciente do torcedor, seja nas eleições, seja para pedir a cabeça de um treinador que não está agradando diretrizes de negócios, entre outros fatores!

Nunca acredite em tudo que você lê, sem buscar maior informação, interligando fatos ocorridos ao longo do tempo! Os bastidores desse negócio chamado futebol possuem muitas particularidades que poucos têm conhecimento, mas que explicam determinadas decisões diretivas, se analisadas dentro de um contexto histórico!

Finanças: lendo a reportagem de Rodrigo Capelo, no website GloboEsporte.com, fiquei curioso para saber se a minha opinião tem fundamento, ou se é muito distante do que é possível ser alcançado, na prática. Leigamente, imagino que um clube do tamanho do Internacional, que busca recuperação, deve trabalhar as questões envolvendo futebol e finanças, de modo paralelo, mas não vinculadas ao mesmo exercício!

Na minha ótica, o orçamento do ano corrente não poderia ser comprometido pelo desempenho em campo na mesma temporada. Deveriam ser coisas separadas, por mais que caminhem de mãos dadas. Por exemplo: todo superávit de 2020, deveria ser empregado no orçamento de 2021. Premiações por desempenho jamais poderiam fazer o orçamento anual terminar negativo. Já em caso de déficit, este número deveria ser “cobrado” na próxima temporada, reduzindo orçamento futuro. Simples assim! Isso, na minha ótica.

Na prática, a reportagem citada mostra que o orçamento do Internacional em 2020 prevê um considerável prejuízo, mesmo que o clube alcance resultados como o 4º lugar no campeonato brasileiro, a semifinal da Copa do Brasil e as quartas de finais da Copa Libertadores da América. Em caso de não obter algum destes resultados, o prejuízo será ainda maior. Gostaria de, humildemente, entender mais sobre o tema, e é por isso que estou tentando me aprofundar no assunto! Abaixo, segue link contendo a reportagem de Rodrigo Capelo:



Futebol: confesso surpresa com a escolha do argentino Eduardo Coudet para ser o novo treinador do Internacional. Diante do histórico diretivo, esperava um nome mais interligado com os padrões de negócios da cúpula atual e de antigos dirigentes, alguém que fosse mais alinhado com aquilo que fosse imposto “goela abaixo” do torcedor, como diretriz diretiva. Falando um português mais claro: sempre desconfie quando uma penca de jogadores inqualificáveis desembarcarem no aeroporto, com reportagens dando a “informação” de que foi um pedido do treinador. Muitas vezes, o técnico é apenas o bode expiatório para que a diretoria contrate os jogadores que lhe interessam, dentro de suas diretrizes e “convicções pessoais”.

Mas, desta vez, a escolha de Coudet foi um pouco distinta. Na contramão do que eu imaginava. Apesar de a escolha do treinador ter ocorrido em meio a um festival de “chutes” de parte da mídia e de profissionais de imprensa identificados com o clube nas redes sociais, acredito que o melhor nome entre os especulados, acabou sendo escolhido. Vale destacar que nomes como Ariel Holan, entre outros argentinos – todos coincidentemente representados pelo mesmo empresário que detém maioria absoluta dos negócios de ponta do futebol hermano, foram especulados. Assim sendo, não sei se foi um chute, uma imposição ocorrida na negociata, ou uma convicção. Fato é que, dentre os nomes citados com maior ênfase na época das negociações, o Internacional contratou o único que, no meu modo de ver, seria aceitável no momento!

Quanto aos reforços contratados, não há muita rejeição de minha parte, ainda mais, dentro do lamentável cenário de boatos que se desenhava no decorrer do ano passado – inclusive com matérias especulativas oriundas de revista extraoficial usada apenas para medir a opinião popular em torno dos nomes especulados, tipo Elias, entre outros! Acredito que, devido não apenas aos fatos que vitimaram o Internacional em 2016, mas também aos gastos absurdos com determinados atletas entre 2017 e 2019, as contratações deste ano são as possíveis, no contexto. Tem nomes contratados que não me agradaram tanto, mas outros que podem surpreender positivamente. Se o clube não tivesse gasto absurdamente e erroneamente com “n” atletas inqualificáveis nos anos anteriores – alguns ainda no elenco com contrato pomposo e vigente, talvez a situação hoje fosse menos complicada para buscar alternativas no mercado.

Vejo alguns equívocos, como por exemplo mais de uma renovação contratual desnecessária – inclusive efetivada por interesses na próxima eleição; mas também acredito que podemos ter algumas boas surpresas entre os reforços e, principalmente, com alguns atletas oriundos da base. Estes, mais ainda, precisam ter total apoio do torcedor nos jogos em casa! Pois, estes são jogadores em formação e crescimento, e que poderão dar retorno técnico e financeiro ao clube! Aliás, em se falando de categorias de base, o legado principal da campanha colorada na Copa São Paulo de Futebol Júnior deste ano, que terá sua final disputada amanhã em um inédito e decisivo clássico GreNal, será o fato de termos jogadores prontos para subir ao time principal e buscar evolução na carreira, dentro do elenco profissional!

Demais categorias esportivas: torço muito para que o futebol feminino, em suas diversas categorias, tenha o crescimento, a atenção e o orçamento que merece; e que isto alavanque outros esportes dentro do clube, futuramente – como, por exemplo, o futsal, o voleibol, o basquetebol, o handebol, entre outros. Afinal de contas, apesar de a paixão majoritária da torcida colorada ser o futebol, somos Sport Club – de todos os esportes, contribuindo assim para o desenvolvimento esportivo e social em várias modalidades!

17 de dezembro de 2019

Infinitos, 12 minutos!


Por: Luciano Bonfoco Patussi
17 de dezembro de 2019

Mire o retrovisor! Relembre onde você estava e na companhia de quem, naquele momento em que o Barcelona deu início ao jogo no círculo central do gramado. Na verdade, foi um reinício. Meio sem saber como agir. Atabalhoados, estavam! Segundos atrás, haviam sofrido um gol! E eles sabiam: estava difícil transpor aquela defesa adversária! Restavam apenas poucos minutos!

Vermelho na veia, fardados de branco! Eram 36 minutos do segundo tempo. Daquele instante, até o apito final, transcorreram infinitos 12 minutos. Tal feito foi ímpar e nos faz acreditar que aquele momento não acabou. Houve uma existência até a rede da equipe catalã ser estufada impiedosamente em Yokohama! Do reinício do jogo até o apito final, a história foi outra. E podem acreditar: ela ainda não acabou!

Aquele não foi um apito final! Foi um sopro ao infinito! Infinitos, 12 minutos. Eles perduram até hoje em nossa alma, abastecendo nosso coração!

15 de dezembro de 2019

Por qual motivo votei NÃO na alteração estatutária?


Por: Luciano Bonfoco Patussi
15 de dezembro de 2019

Através deste texto, registro a forma como o Internacional conduziu a proposta de alteração em determinados pontos do estatuto, neste final de 2019. Registro ainda o meu voto, nesse momento: NÃO, para a alteração estatutária! Descreverei a seguir o motivo do meu voto, dentro do contexto vigente!

Há meses, o Internacional divulgou uma nota oficial – estilo notinha de rodapé – em seu website, comunicando o leitor, sobre a possibilidade de apresentar propostas de alteração ao estatuto vigente. Isso teria um prazo determinado. Foi assim, o comunicado! Uma nota no website, e nada mais!

Obviamente, assim como milhares de associados, eu não vi esta nota oficial. Passou despercebida. Fiquei sabendo do assunto, após receber e-mail de um movimento político do Internacional, o qual disparou seu informativo via web, levando tais questões ao conhecimento do maior número possível de torcedores. O referido grupo fez o que o clube deveria ter feito, por carta ou preferencialmente via e-mail.

Com este informativo recebido, me inteirei sobre o assunto e, inclusive, apresentei uma proposta – o recebimento foi confirmado via e-mail pelo Conselho Deliberativo do clube.

Finalizado o prazo para o envio de propostas, uma comissão formada pelo Conselho analisou-as e formatou o texto final, enviando para a devida votação do órgão deliberativo do clube.

Tal votação, transmitida via Internet para os associados que tiveram interesse em acompanhar o processo, me levou a crer que as coisas não são conduzidas do modo que deveriam, dentro de um processo de transparência e registros necessários.

Tudo começou com a votação não sendo nominal. A maioria dos conselheiros presentes preferiu não registrar seu voto nominalmente. Sou um simples associado e totalmente contrário a este tipo de prática. Por isso, registro meu voto aqui, neste espaço. Uma votação que não possui contagem oficial, nem mesmo registro nominal dos votos, passa a imagem de uma baderna. Eis minha visão!

Dito isso, cabe destacar que, após a votação do Conselho Deliberativo, o sócio foi convocado para votar: SIM, pela aprovação daquilo que o Conselho pré aprovou, há semanas! Ou NÃO, para o associado reprovar a mudança proposta.

Cabe ressaltar que o sócio ficou embretado, devido ao fato de o voto ser único para todas as pautas propostas! E isso, na minha visão, foi proposital!

Se votar NÃO, o torcedor dará sua mensagem ao clube, mostrando que não concorda com a forma do processo conforme foi conduzido. Ao mesmo tempo, ele reprovará as alterações importantes que lhe foram propostas, e isso parece contraditório.

Se votar SIM, o associado aprovará algumas modificações importantes no texto do estatuto, isso é fato! Mas, ao mesmo tempo, confirmará o aumento do mandato dos diretores e dos próprios conselheiros, corroborando com o continuísmo de práticas de gestão e de futebol que temos visto ao longo dos últimos anos. Votar SIM também parece contraditório, visto que o Internacional precisa mudar, e não aumentar o prazo de mandato de diretores e (menos ainda) de conselheiros.

Ou seja, da forma como a votação foi conduzida, eu diria que tal procedimento foi orquestrado para confundir o torcedor, fazendo o mesmo votar SIM, de acordo com o que a diretoria espera – isso na minha visão! Aliás, não apenas a diretoria deseja o voto pelo SIM. O segundo maior movimento político presente no Conselho Deliberativo, atualmente, também espera o SIM. Por quê? A resposta ocorrerá ao final de 2020, durante a eleição para o Conselho de Gestão! Terá sido este um voto antecipado em causa própria? O futuro dirá!

Devido a isso, votar NÃO, significa não apenas negar as boas alterações propostas neste momento. Votar NÃO, não é uma negativa as propostas, em si. É algo muito maior do que isso. O Estatuto poderá ser modificado novamente, no futuro próximo, de modo mais responsável, com o Conselho Deliberativo renovado e com a participação do maior número possível de associados!

Em resumo, votar NÃO significa mostrar o poder da torcida ao Conselho e à Direção! Mesmo que determinados diretores, e alguns atletas com vínculo contratual, queiram calar o sentimento do torcedor, isso não ocorrerá novamente! O torcedor está acordando de um sono profundo! Votar NÃO, recolocará o torcedor no seu devido lugar: acima de tudo, pois o clube só é GIGANTE devido ao seu torcedor! Votar NÃO, mostrará ao Conselho Deliberativo que o associado discorda da forma como as pautas foram conduzidas. Colocará as coisas no seu devido lugar.

Com o voto NÃO, os conselheiros competentes, que trabalham de fato em favor do clube, terão que revisar todas as questões e procedimentos do órgão, almejando a próxima oportunidade de alterar o estatuto corretamente, com a devida comunicação antecipada e direta ao associado.

Tal fato não será problema, será uma oportunidade! Neste momento, começaremos a ver quem são os conselheiros úteis ao clube, pois eles seguirão o trabalho normalmente, buscando evolução dos processos internos; e veremos também quem está apenas fazendo figuração, em troca do status social que estar conselheiro do Sport Club Internacional lhes proporciona!

Se o SIM vencer, a massa torcedora terá apenas convalidado a forma como os conselheiros votaram as pautas propostas. Agirá da forma como o Conselho Deliberativo fez, dias atrás, quando aprovou o pedido de suplementação orçamentária feito pela diretoria, mesmo após ter gasto mais do que deveria, sem qualquer autorização prévia!

Se votar NÃO, o associado dará sua mensagem ao clube, mostrando que quer mudanças, mas que discorda veementemente da forma como o processo foi conduzido.

Votei NÃO!

Caso o NÃO vença, isso poderá parecer um retrocesso, na visão de alguns torcedores. Penso o contrário! A vitória do NÃO será a colocação das coisas no seu devido lugar! Será um pequeno passo atrás, visando um passo gigante em favor do futuro do nosso clube! Fato que será comprovado, mas não agora! Tal comprovação ocorrerá dentro de um ano, durante a eleição para renovar o conselho deliberativo, e também na próxima votação para alterar o estatuto da forma como ele de fato deveria ser modificado!